Segunda-feira, 15 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 13 de agosto de 2016
Astrofísicos das universidades de Tomsk e São Petersburgo, na Rússia, simularam a explosão nuclear de um asteroide de 200 metros de diâmetro de tal maneira que os fragmentos com radiação não caiam na Terra.
O objetivo da simulação é oferecer alternativas para proteger a Terra de corpos celestes potencialmente perigosos, que entrem em rota de colisão.
“O caminho que propomos para eliminar a ameaça do espaço é razoável para a eliminação de um objeto que retorna constantemente à Terra”, explicou Tatiana Galushina, membro da equipe.
“Até agora, como medida preventiva, vinha sendo proposto exterminar o asteroide na sua aproximação do nosso planeta, mas isso poderia levar a consequências catastróficas: uma queda na Terra da maioria dos fragmentos altamente radioativos”, acrescentou.
A equipe, então, elaborou uma solução alternativa e de menos risco.
Como a maioria dos objetos perigosos passa perto da Terra várias vezes antes de apontar direto e finalmente colidir, a equipe propõe explodir o asteroide quando ele ainda estiver distante do planeta, passando por aqui, mas ainda longe. Esta medida seria muito mais eficaz e mais segura, argumentam.
Para a sua modelagem computacional do que aconteceria, a equipe escolheu como alvo um corpo celeste com um diâmetro de 200 metros, semelhante ao asteroide Apophis, que se aproximará da Terra a uma distância de apenas 38 mil quilômetros em 2029, com risco, inclusive, de destruição de satélites geoestacionários.
Os cálculos mostraram que basta usar uma bomba nuclear de um megaton para destruir o asteroide. Com a explosão, parte dele irá se transformar em gás e líquido, e o restante deverá se quebrar em pedaços não maiores do que 10 metros. Este seria o máximo em termos de segurança para a Terra.
Pedaços radioativos.
“Como o foguete pega o asteroide por trás, quase todos os pedaços após a destruição continuarão voando para a frente. Neste caso, a órbita dos fragmentos será significativamente diferente da órbita do asteroide. Por 10 anos, após a explosão, um número insignificante de fragmentos cairá sobre a Terra. A sua radioatividade durante este tempo será reduzida consideravelmente, e depois de alguns anos eles não representarão perigo algum. Vale acrescentar que as explosões nucleares no espaço são proibidas por tratado internacional, mas, no caso de uma ameaça real para a humanidade, talvez haja uma exceção a esta regra”, ressalva a pesquisadora.
Os comentários estão desativados.