Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
22°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Acontece McKinsey discute tendências e desafios para o setor de varejo vestuário

Compartilhe esta notícia:

Foto: divulgação

Mercado significativo para economia brasileira, representando 130 bilhões de reais em 2015, o varejo de vestuário no Brasil tem enfrentado desafios expressivos. Soma-se à crise econômica do país, que exige cada vez mais criatividade e oferta de custo-benefício das empresas, a pressão sobre as lojas físicas frente à migração para venda online. Como resultado, as vendas e o número de lojas permanecem praticamente estáveis, sem crescimento. Nesse cenário, a McKinsey, uma das maiores consultorias do mundo, indica quatro tendências que terão impacto relevante nas indústrias de vestuário e calçados na próxima década, conforme apresentado por Pedro Guimarães, sócio da McKinsey, durante a Febratex, em Blumenau.

Omnicanal. O advento do canal digital redesenhou a Jornada de Decisão do Consumidor, levando a uma explosão de pontos de contato. Se antes os consumidores costumavam apenas a filtrar uma seleção de marcas até escolher uma; hoje, são impactados das mais diversas formas: redes sociais, avaliações de sites de comparação de preços e produtos, blogs etc. A jornada de decisão do consumidor – antes basicamente um funil – apresenta-se agora como um verdadeiro emaranhado de informações e possibilidades de caminhos e escolhas. Dessa forma, o trabalho estruturado de gestão integrada de todos os pontos de contato com o consumidor passa a ser ainda mais fundamental para o bom resultado das empresas varejistas.

Fast Fashion. Tendência global e mantra dos varejistas locais, exige produtos novos, mais coleções e necessidade de reação dentro da estação; alta capacidade de resposta às mudanças na demanda dos consumidores e ofertas imbatíveis a preços razoáveis. É a fórmula utilizada hoje pelas grandes varejistas de moda brasileiras, que, para aumentar a percepção de fashionabilityque domina o fast fashion investem em coleções especiais com designers e em lojas mais modernas.

Parceria indústria e varejo. O foco do setor é buscar o equilíbrio ideal entre custo, velocidade e qualidade. Relacionamentos transacionais “clássicos”, de fornecedores com muitos fornecedores, sem programas de desenvolvimento conjunto e compartilhamento de benefícios, não são mais suficientes. É imprescindível o investimento em relacionamentos estratégicos e de longo prazo para gerar vantagem competitiva e, consequentemente, melhor produto, melhor entrega, melhor receptividade e melhor compliance.

Consolidação e formalização do setor. O varejo de vestuário e calçados ainda é extremamente fragmentado no Brasil, com a participação dos principais players em torno de 15%. As confecções que vendem peças aos varejistas são bastante fragmentadas e a maior parte trabalha na informalidade, por vezes com trabalhadores em situação informal: estima-se que existam 40 mil pequenas confecções, sendo apenas 6 mil formais. Além disso, os preços de roupas no Brasil estão entre os mais altos do mundo, o que impulsiona consumidores a comprarem fora do país, importarem produtos do exterior sem pagar imposto de importação ou adquirirem peças falsificadas. Faz-se, dessa forma, em prol do crescimento do setor, ainda mais urgente sua formalização.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Acontece

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Estilista Glória Coelho participa de talk show em suíte da Casa Cor RS
Gloria Perez homenageia filha Daniella, que faria 46 anos nesta quinta
Pode te interessar