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Brasil Governo adia reajustes de servidores para depois da votação do impeachment

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Ministro Eliseu Padilha disse que a decisão serve para todas as categorias e foi tomada porque não há clima na bancada governista para este tipo de votação no momento.(Foto: Wilson dias/Agência Brasil)

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta terça-feira (23) que o governo federal não vai negociar reajuste com nenhuma categoria do funcionalismo até o desfecho do processo de impeachment, no Senado.

Padilha disse que a decisão serve para todas as categorias e foi tomada porque não há clima na bancada governista para este tipo de votação no momento.

“Não houve especificação [de quais categorias], mas generalidade. Até passar o impeachment o governo não voltará a dialogar porque sua base de sustentação não aceitou. O governo manda o projeto de lei, mas quem decide é o Congresso”, afirmou.

O ministro classificou como “inegociável” a proposta do governo interino de estabelecer um limite de gastos públicos com base na inflação do ano anterior.

“Se nós não tivermos a aprovação da contenção de despesas nós vamos ter uma expansão muito expressiva na dívida pública. Então tem que cortar despesas”, afirmou o ministro após participar da divulgação de um balanço da Olimpíada, no Rio.

“Temos que ter um critério e o critério foi: mantermos contingenciadas as despesas ao limite que elas aconteceram no ano anterior mais a inflação. Isso é inegociável”, declarou.

Padilha disse ainda que o governo não vai propor aumento de impostos para cumprir a meta fiscal, caso o teto de gastos não seja aprovado.

“Não vamos cobrar mais nada da sociedade. Essa diferença vamos ter que tirar de algum lugar, das estradas, da segurança, menos saúde e educação porque o nível é mantido constitucionalmente, mas as demais áreas serão reduzidas”, disse. (Alfredo Mergulhão/Folhapress)

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