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Brasil Na rede privada de ensino, 60% dos alunos largam a universidade em até cinco anos

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Menos da metade dos alunos conclui o curso em até cinco anos. (Foto: Reprodução)

Menos da metade dos alunos do ensino superior privado conclui o curso em até cinco anos. O dado, chamado de taxa de permanência, considera os estudantes que ingressaram em 2010 e até 2014 não pararam de estudar. Os demais ou trancaram matrícula, deixaram o curso ou foram transferidos.

O cálculo consta do “Mapa do Ensino Superior no Brasil”, do Semesp (Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior), e foi feito com base em números levantados pelo Inep, instituto de pesquisa ligado ao Ministério da Educação.

Nas universidades privadas, o índice de permanência é de 40%. Nas públicas, de 51,3%.

De acordo com o estudo do Semesp, o início da graduação é período mais crítico. No ensino privado, 25,9% dos alunos desistem do curso logo no primeiro ano. No público, a proporção é de 18,3% na educação presencial e de 26,8% na à distância.

A taxa de abandono cai a 7,4% entre os alunos que têm Fies, o programa de financiamento estudantil. Além do compromisso financeiro já assumido pelo jovem que ingressa no programa, outra explicação é o fato de o aluno pensar melhor na sua escolha de curso ao contratar o financiamento, diz o diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato.

Segundo ele, entre os cursos com índice de evasão considerável estão os de licenciatura e os de engenharia –neste segundo caso, devido a deficiências no ensino básico. “Sem uma boa base de física e matemática, o aluno tem dificuldade de seguir o curso e acaba desistindo quando chegam as primeiras notas”, diz.

Declínio

O estudo também projeta uma queda das matrículas no setor privado em 2015, e estabilidade do número neste ano. Com base em dados econômicos e de buscas na internet, o Semesp projeta uma redução no total de matrículas de 3,6% na rede privada em 2015. O número oficial será divulgado pelo Inep até o final do ano.

Para Capelato, dois fatores explicam a queda: a crise econômica e, principalmente, o enxugamento do Fies. No ano passado, o Ministério da Educação limitou o acesso ao programa, impondo um limite de renda para os candidatos e um desempenho mínimo no Enem (450 pontos na prova objetiva e não zerar a redação). Com isso, o número de novos contratos caiu de 732 mil, em 2014, para 287 mil em 2015.

A queda nas matrículas deixa o Brasil mais distante do mundo desenvolvido ou de nações vizinhas nos indicadores de escolaridade. O país tem apenas 17,6% dos jovens de 18 a 24 anos na universidade. Segundo Capelato, a taxa é de 50% nos EUA e de mais de 30% na Argentina e Colômbia. (Folhapress)

tags: educação

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