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Saúde Quantas horas por dia você tem dormido?

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Sono de qualidade ruim desorganiza o metabolismo e prejudica a síntese de alguns hormônios. (Foto: Reprodução)

Quantas horas por dia você tem dormido? Acha suficiente? Quem dorme pouco sofre as consequências desse péssimo hábito para a nossa saúde. E, de acordo com uma pesquisa, o brasileiro é o povo que dorme mais tarde e acorda mais cedo.

Um estudo recente aponta que noites mal dormidas ou poucas horas de sono podem levar a obesidade e causar o diabetes tipo 2. A neurologista Rosa Hasan explica que o sono de qualidade ruim desorganiza o metabolismo e prejudica a síntese de alguns hormônios.

Para especialistas, dormir é tão importante quanto comer bem e praticar atividade física. Uma boa noite de sono pode trazer diversos benefícios à sua saúde. Confira abaixo alguns.

Previne a obesidade.
Durante o sono, nosso organismo produz a leptina, um hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade. Além disso, o grupo dos insones produz uma maior quantidade de um outro hormônio, a grelina, uma substância que está relacionada a fome e a redução do gasto de energia.

Outro fator importante é a perda de gorduras. Segundo um estudo feito na Universidade de Chicago (EUA), pessoas que dormem de seis a oito horas por dia queimam mais gorduras do que aquelas que dormem pouco ou tem o sono fragmentado. De acordo com o estudo, dormir pouco reduz em 55% a perda de gordura.

Fortalece a memória.
Pessoas que conseguem ter uma boa noite de sono absorvem melhor as informações do dia a dia do que aquelas que passam longos períodos sem dormir, diz um estudo feito pela Universidade de Lubeck, na Alemanha. Segundo os pesquisadores, isso acontece porque durante o descanso ocorre a síntese de proteínas responsáveis pelas conexões neurais, aprimorando habilidades como memória e aprendizado.

Previne depressão.
A chance de a depressão comprometer a qualidade de vida de uma pessoa pode ser menor se ela dormir entre seis e nove horas por dia. É o que indica um estudo feito no Cleveland Clinic Sleep Disorders Center, em Ohio (EUA).

Os resultados mostraram que pessoas com o sono normal tiveram índices mais altos de qualidade de vida e níveis mais baixos de depressão quando comparados aos que dormiam pouco.

Favorece o desempenho físico.
Quando dormimos profundamente e sem interrupções, nosso corpo começa a produzir o hormônio GH, responsável pelo nosso crescimento. Essa substância só começa a ser produzida aproximadamente meia hora após uma pessoa dormir. “O hormônio do crescimento tem como funções ajudar a manter o tônus muscular, evitar o acúmulo de gordura, melhorar o desempenho físico e combater a osteoporose”, comenta a endocrinologista Alessandra Rasovski, da Sociedade Brasileira e Endocrinologia e Metabologia.

Controla o diabetes.
Pessoas com diabetes que têm um sono insuficiente desenvolvem uma resistência 82% maior à insulina, tornando o controle da doença mais difícil. É o que afirma um estudo feito pela Northwestern University (EUA).
Conforme a endocrinologista Alessandra Rasovski, dormir mal em decorrência de distúrbios do sono não só dificulta o controle da doença como também pode favorecer o aparecimento de diabetes tipo 2. É durante o sono que o corpo estabiliza os índices glicêmicos.

Diminui o risco de doenças cardiovasculares.
Uma pesquisa da Warwick Medical School (EUA) mostra que a privação prolongada do sono ou acordar várias vezes durante a noite pode estar relacionado a acidentes vasculares cerebrais, ataques cardíacos e doenças cardiovasculares.

De acordo com os pesquisadores, dormir pouco causa um desequilíbrio na produção de hormônios e substâncias químicas no organismo, condição que aumenta as chances de desenvolver colesterol alto, doenças cardiovasculares e derrames cerebrais. Dormindo cerca de sete horas por noite, você está protegendo a sua saúde futura e reduzindo o risco de desenvolver doenças crônicas.

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