Terça-feira, 29 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Ministros da ex-presidenta Dilma põem de lado vida política

Compartilhe esta notícia:

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Seis meses após o afastamento de Dilma Rousseff do Palácio do Planalto, ministros da ex-presidente começam a voltar ao trabalho sem perspectiva de retorno à política a curto prazo. Proibidos de exercer suas atividades profissionais até hoje por causa da chamada “quarentena”, que terminou no dia 12, muitos dos auxiliares de Dilma ainda não definiram o seu destino, mas miram as eleições de 2018. Os que são filiados ao PT, porém, têm uma certeza: não querem compor a direção do partido.

É o caso do ex-chefe da Casa Civil Jaques Wagner, que mora em Salvador. Se dependesse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Wagner comandaria o PT. Mas ele já avisou a Lula que não entrará nessa briga. Wagner foi convidado pelo governador da Bahia, Rui Costa, para assumir a Fundação Luís Eduardo Magalhães, destinada a formular políticas públicas.

Antes, o poderoso ministro de Dilma havia sido chamado para a Secretaria de Relações Institucionais da Bahia, mas recusou a oferta. Ex-governador do Estado de 2007 a 2014, disse preferir um cargo com menos visibilidade, a exemplo de Dilma, que vai para o Conselho da Fundação Perseu Abramo. Embora rejeite ficar à frente do PT, Wagner visitou, nos últimos meses, vários diretórios da sigla. “Não preciso presidir o partido para contribuir”, disse ele, cotado para disputar o Senado.

A mesma frase é repetida pelo ex-ministro da Secretaria de Governo Ricardo Berzoini, que jura não querer voltar de jeito nenhum a dirigir o PT. Integrante da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), liderada por Lula, Berzoini chegou a participar de reuniões do grupo Muda PT, que reúne tendências de esquerda.

Atuou como uma espécie de bombeiro na crise petista, que só aumentou após o impeachment de Dilma, na esteira da Lava-Jato, e o fiasco nas eleições. “Mas eu sempre avisei: ESe for para discutir nomes para a presidência do PT, estou fora. O momento é de tornar o PT coeso, não de ficar se engalfinhando”, insistiu Berzoini.

Funcionário concursado do Banco do Brasil há 38 anos, o ex-ministro se reapresentou ao trabalho e contou ter sido “realocado” em um setor da instituição, em Brasília. Tem, no entanto, férias a cumprir. Além disso, já pode se aposentar, se quiser. “Até o fim deste ano vou decidir o que fazer. Estou tranquilo”, afirmou. “Você já leu A Insustentável Leveza do Ser? Eu estou assim, lendo algumas coisas de novo e pensando no que quero ser, sem ansiedade”, disse, em referência ao livro de Milan Kundera.

Quase a metade da equipe de Dilma cumpriu “quarentena” por decisão da Comissão de Ética da Presidência da República. A concessão do benefício é prevista na lei para evitar conflito de interesse de quem sai de um cargo público para exercer funções na iniciativa privada.

Críticos do governo Michel Temer, os ex-ministros ganharam, nesse período, o mesmo salário de quando estavam na ativa: R$ 30,9 mil mensais. Alguns deles, como Wagner e Berzoini, tiveram os nomes citados por delatores da Lava-Jato, mas negam irregularidades.

Advogado de Dilma no impeachment, José Eduardo Cardozo reassumirá na quarta-feira (16) o cargo de procurador do Município de São Paulo. Ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União, ele trabalhará para a Prefeitura a ser comandada por João Doria (PSDB), mas no escritório de Brasília. Em breve, porém, deve pedir licença de novo. Ele vai se associar ao escritório Celso Cordeiro e Marco Aurélio Carvalho e coordenará o Departamento de Direito Administrativo. Para Temer, Cardozo prevê um futuro “sinistro”. (AE)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Polícia Federal apura mais um suposto vazamento de gabarito do Enem 2016
Porto Alegre sedia 1º Simpósio de Saúde da População Negra
Pode te interessar