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Música Justiça pede análise de fita que pode complicar a vida do cantor Seu Jorge

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Seu Jorge é acusado de apropriação indevida de canções com as quais fez sucesso, como “Carolina”. (Crédito: Reprodução)

O cantor Seu Jorge está sendo acusado de apropriação indevida da autoria de seis músicas – quatro delas de grande sucesso de seu repertório. As canções “Carolina”, “Tive Razão”, “Chega no Swing”, “Gafieira S.A.”, “She Will” e “Não Tem” – as duas últimas ainda não foram lançadas – seriam de autoria de Rodrigo de Freitas, mais conhecido como Kiko, e Ricardo Garcia, compositores de Brasília.

Segundo Kiko, o caso foi descoberto, em 2002, enquanto ele assistia a uma apresentação da cantora Paula Lima interpretando a música “Tive Razão”, no canal Multishow.
De acordo com ele, a composição é parte do projeto “Gafieira S.A.”, criado por ele e Garcia, que seria gravado em Brasília, em meados de 1999.
Conforme Garcia, Jorge aceitou o seu convite para participar do álbum e chegou a ir à capital federal em duas ocasiões por conta do trabalho. Foi aí que o cantor teria tomado conhecimento das músicas. Kiko conta que “o projeto não terminou e deu uma estacionada”. Na segunda sessão de produção, Jorge teria pedido para levar uma cópia com as músicas gravadas.

Além de Jorge, Ed Motta e Sandra de Sá seriam convidados para participar do projeto. O álbum estava paralisado quando Kiko flagrou Paula Lima cantando “Tive Razão”.

Kiko decidiu ir atrás de seus direitos após ver a apresentação na TV e descobriu que não só “Tive Razão”, mas outras cinco músicas que alega ser de sua autoria foram registradas por Jorge na Biblioteca Nacional do Rio.

Para que o órgão apurasse a origem das autorias, fez outros registros na biblioteca para provocar duplicidade. Kiko contratou advogados e diz ter todas as provas contundentes para afirmar que é o dono do patrimônio, como uma fita adat (analógica) gravada antes de Jorge ir ao estúdio, além de testemunhas e notas fiscais que comprovam a contratação do artista como convidado.

Kiko alega, além de perdas materiais com os direitos autorais das músicas, danos morais. Diz que sofreu retaliações de músicos na época em que o processo começou e o caso rendeu as primeiras notícias.

Por sua contabilidade, as músicas das quais alega autoria já saíram em 48 compilações lançadas em vários países, além das que estão nos discos de Jorge. A Justiça solicitou que um perito analise a fita em que as músicas foram gravadas com suas respectivas datas. Elas podem ajudar a provar se a história de Kiko e Garcia é verdade.

 

O cantor se limitou a informar que “o caso está sendo julgado pelo Poder Judiciário, como o de tantos outros artistas de todas as vertentes, e estamos confiantes de que a Justiça será feita”. A acusação de Kiko só foi resultar em uma audiência na Justiça do Rio de Janeiro, com a presença de Jorge, há um mês. Mas o processo já corre há oito anos.

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