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Brasil Candidato ao Supremo, Moraes minimiza reunião com senadores em barco

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O ministro da Justiça licenciado, Alexandre de Moraes, confirmou ter participado de um encontro informal com senadores fora das dependências da Casa.

Indicado para o STF (Supremo Tribunal Federal) pelo governo Michel Temer, Moraes disse ter sido convidado para o encontro com nove parlamentares de cinco partidos.

Recebeu o endereço de uma casa à beira do Lago Paranoá, em Brasília. A reunião, no entanto, se deu em um barco atracado em um ancoradouro no terreno dessa mesma residência.

“Fui convidado para expor meus pontos de vista em reunião com o Bloco Moderador, composto por nove senadores dos partidos PR, PTB, PRB, PSC e PTC”, afirmou Moraes.

“A reunião foi agendada no endereço QL [Quadra do Lago] 22, Conjunto 10, casa 20. Compareci e fui surpreendido que a reunião ocorresse em um barco atracado nessa residência. Tivemos uma conversa séria e respeitosa, assim como venho fazendo em todas reuniões com os demais senadores.”

Moraes deve ser sabatinado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado no final de fevereiro ou no início de março.

O encontro com o ministro, um jantar com champanhe convocado pelo senador Wilder Morais (PP-GO) na última terça (7), se deu na casa flutuante do parlamentar, que fica ancorada às margens do lago, a chalana Champagne.

Moraes foi indagado sobre diversos temas polêmicos. Conforme relatos de dois participantes do encontro, o indicado adotou cautela ao expressar suas opiniões, mas parlamentares afirmaram que foi possível conhecer alguns de seus posicionamentos.

Moraes foi questionado, por exemplo, sobre a Operação Lava Jato, da qual será revisor em plenário caso tenha seu nome confirmado pelos senadores. Disse, apesar das insistências, que não poderia tecer comentários, uma vez que estaria diretamente ligado ao tema no STF.

Sobre prisões após julgamentos em segunda instância, como já era de conhecimento de todos, deixou subtendido que é a favor, segundo um dos parlamentares que participaram do jantar. Essa tese já foi defendida pelo ministro em seu livro Direitos Humanos Fundamentais.

Um senador afirmou que o ministro indicou ser contra a descriminalização das drogas.

Devido a sua proximidade com o presidente Michel Temer, Moraes foi questionado inclusive sobre quem será o novo ministro da Justiça, que irá substitui-lo na pasta. Afirmou não saber.

Encontros fora do Senado com os parlamentares não são costume dos indicados ao STF que, ao contrário, preferem reuniões protocolares como as que o próprio Moraes tem participado desde a última quarta-feira (8) pela manhã.

Dois dias após dua indicação por Temer, o ministro deu início a um périplo por gabinetes de senadores para apresentar seu currículo e se colocar à disposição para tirar eventuais dúvidas sobre sua trajetória. (Folhapress)

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