Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 10 de fevereiro de 2017
Em nota divulgada nesta sexta-feira (10), o presidente Michel Temer disse condenar o movimento de policiais militares no Espírito Santo que causou uma crise na segurança pública do estado. Foi a primeira manifestação oficial do presidente sobre o assunto.
Para o presidente, a paralisação, que ele chamou de “ilegal”, é “inaceitável”. Temer afirmou ainda que o direito à reivindicação “não pode tornar o povo brasileiro refém”.
A manifestação do presidente foi divulgada somente uma semana depois do início da onda de violência que deixou 121 mortos, segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol). A crise no estado teve início após mães, esposas e irmãs ocuparem a frente de Batalhões e Quartéis da Polícia Militar na Grande Vitória e em cidades do interior, impedindo os policiais de saírem para o traballho. Elas pedem melhores condições de trabalho para a PM e aumento salarial (reposição da inflação e 10% de ganho real).
“O presidente Michel Temer acompanha, desde os primeiros momentos, todos os fatos relacionados à segurança pública no Espírito Santo. Condena a paralisação ilegal da polícia militar que atemoriza o povo capixaba. Ao saber da situação, determinou o imediato envio de dois mil homens para reestabelecer a lei e a ordem no Estado”, diz trecho da nota da Presidência da República.
“O presidente ressalta que o direito à reivindicação não pode tornar o povo brasileiro refém. O estado de direito não permite esse tipo de comportamento inaceitável”, continua o texto.
Negociações
Desde o início da paralisação, governo e familiares de PMs vem negociando a volta ao trabalho dos policiais. O governo do estado diz ser impossível dar reajuste, mas já propôs avaliar promoções, carga horária dos PMs e outras reivindicações. (AG)
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