Domingo, 11 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 1 de abril de 2017
Apesar dos sinais de melhora em alguns indicadores econômicos, o mercado de trabalho permanece em deterioração no País. O número de desempregados alcançou o patamar recorde de 13,547 milhões de pessoas no trimestre encerrado em fevereiro de 2017, segundo a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Como consequência, a taxa de desemprego saltou de 10,2% no trimestre até fevereiro de 2016 para 13,2% no trimestre até fevereiro de 2017, também o número mais alto já registrado. Em três anos, o total de desempregados no País mais que dobrou. Em fevereiro de 2014, havia 6,623 milhões de desocupados, contingente que subiu para os atuais 13,457 milhões, o equivalente a 6,924 milhões de desempregados a mais. Só na indústria, já foram quase dois milhões de postos de trabalho fechados nesse período.
Para o economista-chefe da consultoria Parallaxis, Rafael Leão, a deterioração do mercado de trabalho vai até o terceiro trimestre, com o desemprego atingindo o pico de 13,6% em julho. Leão acredita que a reoneração da folha de pagamento, anunciada pelo governo para ajudar a fechar o orçamento deste ano, pode atrasar a retomada do emprego. (AE)
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