Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 19 de abril de 2017
O ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o BJ, que comandava o Setor de Operações Estruturadas da empresa, o chamado “departamento da propina”, foi o delator que acusou o maior número de pessoas que serão investigadas no STF (Supremo Tribunal Federal). Das 96 pessoas que são alvo de inquérito na Corte, 30 foram acusadas por ele em relatos específicos. Dois responsáveis pela área de relações institucionais da empresa em Brasília, José de Carvalho Filho e Claudio Melo Filho, aparecem na sequência com 23 e 22 pessoas delatadas, respectivamente.
Em depoimento ao Ministério Público, no Rio de Janeiro, Benedicto Júnior foi questionado se tinha alguma coisa contra quem recebia vantagem indevida. O delator negou e até desabafou.
“Nenhuma. Eu tô perdendo nessa colaboração uns 30 amigos. Uma qualidade que eu tenho é que, em 32 anos de empresa, toda vez que criava uma relação com a pessoa, a relação se tornava pessoal. Então, tô perdendo 30 e poucos amigos que, provavelmente, a partir de amanhã, a partir do dia que lerem, vão me chamar de canalha, pra poder se defender.”
Marcelo Odebrecht, ex-presidente do grupo, fez acusações a dez pessoas sob investigação no Supremo. Seu pai, Emilio, não apontou nenhuma, uma vez que a sua delação teve foco maior nas condutas de ex-presidentes da República.
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