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Brasil O Ministério Público Federal chegou a pedir a prisão preventiva dos donos da Friboi, o que foi negado por um juiz

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Deflagrada pela Polícia Federal, a Operação Bullish investiga fraudes e irregularidades em aportes concedidos pelo BNDES à JBS. (Foto: Cassiano Rosário/AE)

O MPF (Ministério Público Federal) chegou a pedir a prisão preventiva dos donos da JBS, os irmãos Joesley e Wesley Batista, o que foi negado pelo juiz Ricardo Leite, da Justiça Federal do Distrito Federal. Deflagrada nesta sexta-feira (12) pela PF (Polícia Federal), a Operação Bullish investiga possíveis fraudes e irregularidades em aportes concedidos pelo BNDES à JBS.

Apesar de negar a prisão, o juiz autorizou condução coercitiva dos sócios fundadores da empresa. Além disso, determinou a apreensão de passaportes e proibição de mudança de domicílio sem autorização. E determinou que não poderá haver mudança estrutural nas empresas, nem a inclusão ou exclusão de sócios pelo menos até o relatório conclusivo da PF.

O ex-presidente do BNDES, Luciano Coutinho, também teve decretado mandado de condução coercitiva.

Ao negar o pedido de prisão contra os donos da JBS, o juiz afirmou que isso serviria para “salvaguardar o patrimônio desta entidade” e “evitar ou pelo menos atenuar medidas que possam dilacerar a atividade produtiva” do grupo. O juiz cita ainda que a prisão dos sócios pode afetar ainda mais a “já abalada imagem desta empresa”.

“A prisão de seus sócios-fundadores poderá afetar ainda mais a já abalada imagem desta empresa, porquanto há pelo menos duas investigações contra seus membros e uma ação penal segundo noticiado na peça acusatória. A exposição à mídia é prejudicial à busca da verdade real”, escreveu o juíz.

A PF investiga a compra de ações da JBS pelo BNDES por preço superior à média ponderada na Bolsa de Valores, prejuízos em operações com debêntures, mudança na percepção do BNDES sobre o risco do aporte de capital no grupo Bertin, da dispensa de garantias na subscrição de debêntures da JBS, do exíguo prazo de análise das operações financeiras complexas e ausência de relatórios de diligências.

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