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Brasil Inflação e juros em queda favorecem a recuperação da economia brasileira

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Com o resultado, a inflação acumula alta de 10,25% em 12 meses. (Foto: Reprodução)

Notícias favoráveis se sucederam nas últimas semanas e mostram que a atividade econômica está em recuperação. O resultado do PIB no primeiro trimestre, a ser anunciado no dia 1 deve ser positivo, a inflação segue baixíssima e os juros tendem a cair com mais força. No momento em que a Câmara se prepara para votar a reforma da Previdência, esse quadro mais favorável na economia pode ajudar o governo Temer, cuja popularidade é muito baixa.

Analistas ouvidos pelo Valor observam que há espaço para continuidade da recuperação nos próximos 18 meses, principalmente por causa da inflação baixa e dos juros em queda. Se for confirmada a previsão do IBC-Br, indicador do Banco Central, o PIB deve ter crescido 1,1% no primeiro trimestre em relação ao anterior. No dia 2 de junho, o BC deve cortar a Selic em 1,25 ponto percentual, para 10% ao ano — o mercado já prevê até 7,5% no fim de 2017.

Ontem, os números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostraram que em abril foram criados quase 60 mil postos de trabalho, número superior às expectativas. Apesar desse resultado, o mercado de trabalho continua bastante adverso, com 14,2 milhões de desempregados. O próprio Caged de abril revela uma perda de 34 mil vagas na série com ajuste sazonal.

A queda da inflação é outro dado favorável. O IPCA, índice oficial, pode ser inferior a 4% neste ano, abaixo da meta de 4,5%. A combinação de recessão profunda com juros altos quebrou a inércia inflacionária. Para completar, os preços dos alimentos estão contidos graças à supersafra agrícola.

A retomada da atividade, porém, ainda não é contínua. Em abril, vários indicadores serão fracos, em parte por causa do menor número de dias úteis. A produção de veículos, por exemplo, recuou 3,9% em relação a março. Indicadores do trimestre atual poderão mostrar resultados contraditórios, com alta em um mês e recuo no seguinte. Uma retomada mais consistente dependerá de como e quão rápido reagirá a demanda. (AG)

tags: economia

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