Sábado, 10 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 21 de maio de 2017
O coronel reformado da PM (Polícia Militar) João Baptista Lima Filho, um conhecido amigo do presidente Michel Temer, é apontado por delatores da JBS como um dos nome que recebeu propina. Não é a primeira vez que ele é citado não apenas como receptor de dinheiro, mas como interlocutor de pedidos de recursos para a campanha de Temer.
Em recente delação, o contador Florisvaldo Caetano de Oliveira, apontado como homem do grupo J&F responsável pelas entregas de dinheiro a políticos, disse aos investigadores que teve ao menos dois encontros com João Baptista Lima Filho. O primeiro teve como objetivo conhecer o destinatário, chamado de “coronel”, e combinar a forma de entrega dos valores. No segundo encontro, Oliveira afirma ter entregue R$ 1 milhão em espécie para Lima Filho.
Lima Filho é dono da Argeplan Arquitetura e Engenharia, empresa que faz parte de um consórcio que ganhou concorrência para executar serviços relacionados à usina de Angra 3 – cujas obras são investigadas na Operação Lava-Jato.
O nome do policial reformado veio à tona em 2016, quando José Antunes Sobrinho, um dos sócios da Engevix, tentou fechar um acordo de delação na Lava-Jato, revelando que a Argeplan e a AGF Consulting tinham ganhado concorrência de R$ 162 milhões para as obras de Angra 3, em 2012. O coronel teria convidado a Engevix, como subcontratada.
Sobrinho disse ter se encontrado duas vezes com Temer e o coronel, no escritório do então vice-presidente, em São Paulo, para tratar do assunto. Em seguida, Lima teria cobrado R$ 1 milhão, que seria destinada à campanha de Temer em 2014.
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