Sábado, 03 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de maio de 2017
Líder do governo no Senado e um dos principais articuladores políticos a serviço do Palácio do Planalto, Romero Jucá (PMDB-RR) subiu à tribuna da Casa nessa segunda-feira para fazer um discurso no qual defendeu o presidente Michel Temer das acusações dos delatores do grupo frigorífico JBS/Friboi. Segundo ele, o aliado político não renunciará à Presidência nem teme qualquer tipo de investigação.
Temer é um dos principais políticos citados nas delações dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, no âmbito da Operação Lava-Jato. Eles entregaram ao MPF (Ministério Público Federal) uma série de documentos, gravações, fotos e vídeos para comprovar as informações que prestaram no acordo de colaboração.
“Eu Passei o fim de semana conversando com o presidente Temer e ele não teme nenhuma investigação”, ressaltou Jucá. “Ele não vai renunciar, pelo simples fato de que não há motivo para renúncia.”
Oposição
Jucá foi cobrado por parlamentares oposicionistas a dar explicações sobre as gravações feitas por Joesley Batista. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) questionou sobre a reação de Temer quando o empresário disse que estava “segurando” dois juízes e um procurador.
O petista também indagou sobre o trecho em que Temer daria aval, segundo a PGR, ao pagamento de mesada para manter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Lava Jato.
Jucá, então, afirmou que a gravação está passando por perícia da Polícia Federal e disse que quem irá responder a esses questionamentos é o próprio presidente da República: “Depois, na hora certa, o presidente Michel Temer, se for investigado pelo diálogo que ele teve, [vai responder], não sou eu que vou responder”.
sem nada para mostrar
Os comentários estão desativados.