Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de maio de 2017
O Comando da Polícia Militar do Distrito Federal informou, na noite de quarta-feira (24), que vai “analisar e apurar” a conduta de policiais da corporação durante os protestos contra o governo federal, na Esplanada dos Ministérios. Além de sprays de pimenta e bombas de gás, armas de fogo teriam sido usadas pela corporação.
Imagens divulgadas pelo jornal O Globo mostram dois policiais militares sacando as pistolas e atirando contra manifestantes. O vídeo foi feito nas imediações do Ministério da Agricultura. “Bora recuar, bora recuar”, diz um dos policiais, durante os disparos.
O comandante-geral da PM, coronel Marco Antônio Nunes, classificou a situação como “não recomendada”, e informou que uma investigação já foi aberta para apurar o caso.
Ainda de acordo com a PM, a recomendação de como utilizar armas de fogo durante as manifestações é definida pela ONU. “Utilizamos armas não letais. Este é o protocolo, nenhum policial é instruído para uso de arma de fogo”, afirmou.
No comunicado enviado à imprensa, a Polícia Militar diz que “as ações da tropa empregada serão analisadas e apuradas de acordo com as circunstâncias ocorridas no dia de hoje”. Segundo a nota, manifestantes também usaram armas durante o ato.
“Outras imagens captadas em um ângulo diferente mostram que disparos foram efetuados contra esses policiais. Informamos ainda que diversos policiais civis e agentes penitenciários participaram armados da manifestação”, diz a PM.
Sem afastamento
O Comando-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal decidiu manter em serviço – sem afastamento preventivo ou troca de função – os dois policiais que foram flagrados, em vídeo, disparando armas de fogo durante atos na Esplanada dos Ministérios, na última quarta (24). Uma investigação interna foi aberta para apurar a conduta dos dois PMs. (AG)
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