Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de maio de 2017
No Palácio do Planalto, além das votações no Congresso, outro foco do presidente Michel Temer é a defesa dele contra as denúncias feitas por Joesley Batista, o dono da JBS. Na quarta-feira, os advogados de Temer pediram ao Supremo para que o presidente só seja ouvido depois do fim da perícia nas conversas que o empresário gravou.
O gabinete presidencial foi pego de surpresa. A defesa de Michel Temer recebeu um telefonema de uma escrivã da PF (Polícia Federal). Era para acertar data, local e hora para o presidente da República prestar depoimento.
O fato, considerado inadequado e precipitado pelos advogados de Temer, foi comunicado ao relator da Lava Jato, ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. O advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira argumentou que ainda precisa ser concluída a perícia no áudio gravado por um dos delatores, diligência extremamente necessária diante das dúvidas levantadas. E pediu que, se o presidente for ouvido, que seja pelo ministro Fachin ou por escrito.
Fachin disse que tinha apenas autorizado a Polícia Federal a fazer perícia nas gravações que envolvem o presidente na delação dos donos da JBS, mas não tinha deliberado sobre coleta de depoimento. Com foro privilegiado, presidente da República tem prerrogativa de depor por escrito, se for como testemunha. Não é o caso, porque Temer é investigado.
Nem PMDB está unido
Uma semana depois da divulgação da delação da JBS, Temer tem se dividido entre cuidar de sua defesa e agrupar sua base no Congresso. Nem o partido dele, o PMDB, está unido. Por isso mesmo, a bancada no Senado se reuniu com o presidente.
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