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Por Redação O Sul | 28 de maio de 2017
A cassação do governador do Amazonas, José Melo (PROS), e de seu vice, Henrique Oliveira (SD), no início deste mês, poderá balizar o julgamento da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e já preocupa aliados do peemedebista.
A dupla amazonense, acusada de compra de votos no pleito de 2014, foi afastada imediatamente após a medida da Corte eleitoral. Até então, políticos condenados no TSE ganhavam sobrevida no cargo até a finalização do acórdão, que não tem prazo para ser publicado e depende da transcrição das notas taquigráficas do processo.
As defesas de Dilma Rousseff, Temer e de ex-ministros apostam que o caso será levado a debate no julgamento da chapa reeleita em 2014, sob acusação de abuso de poder econômico e político. “Os membros do TSE estão entendendo desse jeito. Estou com medo disso”, admitiu um aliado do governo na Câmara dos Deputados.
Por cinco votos a dois, o TSE manteve a decisão do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Amazonas e determinou o afastamento imediato de Melo, apesar de caber recurso ao STF (Supremo Tribunal Federal) e à própria corte eleitoral. O TSE também decidiu que os substitutos serão escolhidos por meio de eleições diretas.
Apesar da pressão de aliados e da opinião pública após a delação da JBS, Temer afirma que não vai renunciar e deixou claro que planeja usar todo o arsenal jurídico para permanecer no cargo. A defesa do peemedebista já tem um plano para esse cenário, que é considerado “extremo”: degravar o voto da sessão na TV, alegar que isso torna desnecessária a publicação do acórdão e então pedir efeito suspensivo do afastamento do cargo.
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