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Por Redação O Sul | 3 de junho de 2017
O crescimento de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro no primeiro trimestre em relação aos últimos três meses de 2016, conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foi superior ao dos vizinhos latino-americanos, mas ainda está atrás do obtido pelos emergentes asiáticos.
O resultado brasileiro foi superior ao obtido por México (0,7%) e Chile (alta de 0,2%). Já a economia colombiana encolheu 0,2%. É preciso lembrar, porém, que, enquanto o Brasil encolheu em 2015 e 2016, esses três países não têm um ano de retração desde ao menos 2009, quando a economia global sofria os efeitos da crise iniciada no ano anterior e os preços das matérias-primas encolheram.
Na comparação com os países emergentes da Ásia, o PIB brasileiro teve um desempenho inferior. A economia da Malásia cresceu 1,8% (o melhor resultado entre os 38 países pesquisados), a de China e Tailândia, 1,3%, e a das Filipinas, 1,1%. Emergentes europeus como Romênia (1,7%) e Eslovênia (1,5%) também tiveram resultados melhores.
Já os países desenvolvidos, que costumam ter um crescimento menor que o brasileiro, mas vinham superando o PIB do país nos últimos trimestres, voltaram a ficar atrás.
Coreia do Sul e Canadá cresceram 0,9%, a Espanha, 0,8%, e a Alemanha, 0,6%. Os EUA tiveram alta de 0,3%, e o PIB japonês avançou 0,5%.
A frágil reação da economia brasileira no primeiro trimestre, que cresceu 1% na comparação com os últimos três meses de 2016, não foi suficiente para tirar o Brasil da lanterna de uma lista de 39 países que já divulgaram o desempenho do PIB no período.
Quando se considera a comparação anual, que é o critério usado internacionalmente para avaliar o desempenho das economias, o PIB brasileiro teve retração de 0,4% em relação ao primeiro trimestre de 2016, o pior da lista de países analisados pela consultoria Austin Rating, responsável pela elaboração do ranking.
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