Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de junho de 2015
O escândalo envolvendo dois pilotos que permitiram a uma atriz e modelo iniciar a decolagem de um avião na semana passada deve custar mais do que uma mancha na imagem da empresa pública Aerolíneas Argentinas. Passageiros do voo 2708 se organizam para pedir uma indenização de cerca de 250 mil pesos (86 mil reais) por pessoa por dano moral e psicológico.
Ao admitir que os pilotos colocaram em risco a segurança dos passageiros, o presidente da Aerolíneas, Mariano Recalde, deu argumentos à ação contra a companhia. Os pilotos e a modelo Vicky Xipolitakis foram indiciados por “atentar contra a segurança de aeronave”. A denúncia foi apresentada pela própria companhia Austral, operada pela Aerolíneas.
A modelo também foi denunciada. Ela disse em uma rede social não saber que a cabine era um local proibido. Ela ficará proibida de voar pela empresa por cinco anos. O caso está com a Justiça Federal e a pena vai de dois a oito anos de prisão.
Vídeo
No vídeo, a modelo agradece a acolhida na cabine e ressalta o fato de ter sido tratada “como uma piloto mais”, recebendo chá das aeromoças. No começo da decolagem, em pé, Vicky acelera o avião e os pilotos concluem a manobra. Rindo, diz ter medo, pergunta se é seguro o que estão fazendo e cogita a possibilidade de ser presa. Diante da chance de o grupo ser flagrado, um dos pilotos responde: “Se me afundo, vou com você”.
No Twitter, o vídeo de oito minutos foi o mais visto e comentado da semana. “Foi um papelão. Uma mulher com alguns atributos físicos os colocou em uma situação de estúpidos”, disse o chefe do gabinete de ministros, Aníbal Fernandez, que fala em nome do governo.
Mariano Recalde é candidato a prefeito de Buenos Aires pelo kirchnerismo. Ele afirmou inicialmente “preferir não acreditar” em uma armação para prejudicar sua campanha, que foi interrompida pelo escândalo. No entanto, na noite de sexta-feira, mudou o tom, insinuando que o vídeo poderia ter objetivos políticos. (AE)
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