Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de junho de 2017
O presidente Michel Temer se recusou a responder às 82 perguntas feitas pela Polícia Federal no inquérito aberto no STF (Supremo Tribunal Federal) no qual é investigado pelos crimes de corrupção passiva, obstrução de Justiça e pertencimento a organização criminosa, em decorrência da delação da JBS.
Em documento de 14 páginas enviado ao ministro Edson Fachin relator do caso, o presidente disse que está sendo vítima de “abusos e agressões” e que o questionário da Polícia Federal extrapolou o objeto da ação, com perguntas de caráter pessoal e outras com o objetivo apenas de comprometê-lo.
Embora não tivesse respondido às perguntas, a defesa do presidente separou algumas das 82 questões por categorias, como inquisições baseadas em gravação questionada (da reunião com Joesley Batista, da JBS), outras decorrentes de acordos de delação firmados por “empresário delinquente” ou inquirições sobre terceiros ou de fatos anteriores ao exercício da Presidência da República.
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