Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 10 de junho de 2017
O advogado do PSDB José Eduardo Alckmin admitiu que consultará o comando do partido a respeito de um possível recurso contra a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em rejeitar a cassação da chapa que deu a Dilma Rousseff e Michel Temer a vitória na eleição presidencial de 2014.
Na ação, apresentada logo após a eleição de 2014 (e que teve como segundo colocado o senador tucano Aécio Neves), o PSDB acusou a dobradinha PT-PMDB de abuso de poder político e econômico. O partido pedia, ainda, que Aécio Neves e Aloysio Nunes fossem empossados como presidente e vice, respectivamente.
Logo após o TSE rejeitar a ação, na sexta-feira, José Eduardo Alckmin conversou com alguns jornalistas. “Ninguém falou comigo. A decisão acabou de acontecer, né? Vamos depois conversar para ver o que será feito. Mas isso depende da direção do partido”, respondeu ao ser questionado se a legenda pretende recorrer.
A maioria dos ministros do TSE considerou que não houve lesão ao equilíbrio da disputa e, com isso, livrou Temer da perda do atual mandato e Dilma da inegibilidade por oito anos. O voto que desempatou o julgamento foi o do ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, o último a se manifestar.
Oposição ao governo Dilma, o PSDB se tornou o principal aliado de Temer, ao lado do PMDB. Os tucanos comandam, por exemplo, os ministérios das Relações Exteriores (Aloysio Nunes), das Cidades (Bruno de Araújo) e da Secretaria de Governo (Antonio Imbassahy).
Na sexta-feira, após o encerramento da sessão do TSE, o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, convocou a imprensa para um pronunciamento no Palácio do Planalto no qual disse que, para o presidente Michel Temer, “a decisão do TSE garante o bom funcionamento da democracia”.
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