Sexta-feira, 29 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
20°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil “Considero Lula um líder, não um chefe”, diz o ex-ministro Tarso Genro

Compartilhe esta notícia:

Tarso Genro, ex-governador do Rio Grande do Sul. (Foto: Folhapress)

O ex-ministro Tarso Genro afirma que a candidatura do ex-presidente Lula deve ser amparado por “um leque de forças que vá do centro progressista à esquerda social-democrata e socialista”.

Crítico ao comando do PT, ele participou no domingo de uma reunião com integrantes do PSOL e de movimentos de esquerda para construir uma frente e um programa de esquerda.

Qual razão o levou a participar de uma reunião ampla, já que não tem comparecido às reuniões do PT?

Tarso Genro – Tenho participado de foros da esquerda para debater uma nova frente e um programa de transição de uma economia liberal-rentista, que nos sufoca, para uma desenvolvimentista nacional-popular, que privilegie a distribuição de renda e o emprego. Esta reunião era para ser reservada. Por isso, não vou falar sobre ela.

Por que o sr não tem ido às reuniões do PT?

Cristalizou-se uma maioria na nossa direção cuja agenda é meramente defensiva em relação ao que nos aconteceu com o impedimento de Dilma. Não estou falando que é preciso fazer uma autocrítica como penitência, mas que seria necessário examinarmos em profundidade as escolhas econômicas e políticas que fizemos e nos tornaram reféns de uma confederação de investigados e denunciados, que eram nossos aliados, e aderiram, sem pudor, a um programa liberal-rentista.

É uma resposta à presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que disse que o partido não deveria se açoitar?

Não estou respondendo a Gleisi. Acho que ela até foi uma boa solução, renovadora dentro da atual hegemonia. Mas, se não abrir o debate à esquerda, a própria candidatura de Lula será prejudicada.

A presença do sr. na reunião pode ser vista como uma disposição de deixar o PT?

Não tenho nenhuma decisão sobre deixar o PT.

Quando diz que ainda não tomou decisão, é porque não descarta a hipótese?

Partido não é religião, nem sociedade secreta organizada com cruzamento de sangue. Atualmente, não vejo um instrumento melhor do que o PT, com suas grandezas e misérias, para atuar politicamente com realismo e esperança.

O sr. informou a Lula sobre a reunião de domingo?

Minha relação com Lula se baseia no fato de que reconheço nele a melhor liderança do PT e do país. Mas não temos qualquer dever de subordinação pessoal na nossa militância. Considero Lula um líder e não um chefe.

Temer e o apoio do “oligopólio”

Transcorrido menos de um ano do afastamento definitivo de Dilma Rousseff da presidência da República, o assunto brasileiro é ultimamente e novamente o impeachment ou renúncia de um presidente. Depois da conversa gravada pelo dono da JBS, Joesley Batista – em que ele fala com Michel Temer sobre planos para barrar a Operação Lava Jato – o assunto ganhou as tribunas do Congresso, as ruas e os telejornais. As únicas questões discutidas no Brasil passaram a ser: Temer vai renunciar? Quando vai renunciar? E, se renunciar, o que pode acontecer depois? O cenário é tão ou mais incerto do que o que precedeu o impeachment de Rousseff. O ex-governador do Rio Grande do Sul e ex-ministro da Educação, Tarso Genro (PT), em entrevista recente ao jornal El País, falou sobre o “volátil cenário político brasileiro”.

Para Tarso, um presidente na situação em que Temer está não é sustentável. “Mesmo porque a Globo, que foi o “partido político” que deu sustentação para o impeachment de Dilma Rousseff, acabou de publicar um editorial retirando seu apoio “, explicou. “Portanto, o apoio principal do Temer, que é o oligopólio da mídia, está se retirando. Com isso, ele perde mais da metade da base dele, que é uma base política que não tem sustentação ideológica ou programática. É aquele resíduo oportunista e fisiológico que sempre tem um papel de desempatar questões políticas que estão no Congresso. Por isso, acho que não se sustenta. Acredito que ele vai revisar sua posição e vai renunciar”, afirmou. (Folhapress)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Volta de emagrecedores gera briga entre a Anvisa e médicos
A saída de Lula da disputa à Presidência da República embaralhou a esquerda
Pode te interessar