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Economia Uma pesquisa comprovou que os brasileiros adoram promoção. No primeiro trimestre, 80% dos consumidores compraram produtos em oferta

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Em 25% das ocasiões de compra, a promoção é levada em consideração. (Foto: Reprodução)

O Brasil está entre os países com maior potencial de compras promocionais, segundo levantamento da Kantar Worldpanel, empresa global especializada em comportamento de consumo. O índice nacional é de 40,1%, número que deixa o país à frente de Argentina (40%), Reino Unido (38%), Itália (34,5%), Holanda (20,6%), Alemanha (17,4%), Espanha (14,5%) e França (13,5%).

Em 25% das ocasiões de compra, a promoção é levada em consideração pelo consumidor, e 55% deles declaram que o preço reduzido é o principal fator de escolha da loja. Outro dado chama bastante a atenção: 80% dos consumidores brasileiros compraram itens em promoção no primeiro trimestre de 2017.

Compra programada

A amostra da Kantar Worldpanel aponta que os chamados “independentes maduros” (consumidores que têm mais de 50 anos) gastam ainda mais que os “independentes jovens” (com até 49 anos) porque encaram as compras como um programa e não como uma obrigação. Os mais velhos foram, em média, 88 vezes ao ponto de venda em 2016, contra 78 vezes dos mais novos. Apenas os casais com com filhos adultos superam os dois primeiros, com 93 idas ao ponto de venda.

“O brasileiro adora uma promoção. O que a gente viu e talvez não tenha mostrado aqui é que esse ‘independente maduro’ gasta ao menos 14% a mais em promoção do que os ‘independentes jovens’. E até nas próprias promoções online. Hoje, temos muitas lojas que você tem aquele cartão fidelidade, ela já vê o que você costuma comprar, te manda semanalmente ou mensalmente a promoção pra você não perder. Uma pessoa que já está aposentada, não está trabalhando, tem tempo de pesquisar. Então, não tem o mais suscetível. Tem o que vai pela necessidade de economizar”, explicou Manoela Bastian, diretora sênior de Soluções Comerciais e Especializadas da Kantar.

Economia

Um dos principais motores da economia brasileira, o consumo interno continua exibindo sinais de fraqueza, o que deve dificultar a saída da recessão em que o País afundou há mais de dois anos. O consumo das famílias representa quase 65% do PIB (Produto Interno Bruto) e encolhe desde o início da recessão. Indicadores colhidos por diferentes pesquisas sugerem que o humor dos consumidores sofreu um novo baque com a eclosão da crise política.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a economia voltou a crescer no primeiro trimestre, puxada pelo agronegócio e pelas exportações. Mas o consumo das famílias continuou em queda no período.

Os dados divulgados pelo instituto mostram que houve um recuo de 0,1% em relação ao último trimestre do ano passado, e de 1,9% na comparação com o primeiro trimestre do ano.

Estatísticas sobre a produção industrial sugerem que outra queda pode ter ocorrido em abril. Embora a produção de bens de consumo duráveis, como geladeiras e carros, tenha apresentado alta de 0,6% em relação a abril de 2016, o desempenho de produtos como vestuário, calçados e alimentos registrou declínio de quase 10%.

Para os economistas, com desemprego em alta e famílias ainda muito endividadas, nem a inflação baixa nem a liberação do dinheiro das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) foram capazes até agora de reanimar os consumidores de forma consistente.

Não bastasse o cenário econômico ainda nebuloso, a percepção de analistas é que, ao menos para junho e julho, as chances de retomada de confiança talvez tenham sido soterradas pela crise política.

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