Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de julho de 2017
O ex-primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, 71 anos, deixou neste domingo (02) a prisão em Ramle, perto de de Tel Aviv, depois de cumprir pena de um ano e quatro meses. Ele teve a liberdade condicional concedida antes de completar a sentença de 27 meses por corrupção.
O porta-voz do Serviço Penitenciário, Assaf Librati, disse que Olmert foi levado pelo serviço de segurança de Israel para a sua casa depois de deixar a prisão. Nos próximos meses, o ex-premiê deve fazer trabalho voluntário, se apresentar à polícia duas vezes ao mês e seguirá impedido de deixar o país, assim como conceder entrevistas.
Olmert foi condenado em 2014 por aceitar subornos de promotores para promover um projeto imobiliário e por obstrução de Justiça, quando era prefeito de Jerusalém, antes de se tornar primeiro-ministro. Em setembro de 2008, Olmert foi demitido do cargo de primeiro-ministro e, nas eleições de fevereiro de 2009, foi substituído pelo atual premiê, Benjamin Netanyahu.
Teve papel de liderança na retirada de Israel da Faixa de Gaza em 2005 e nas negociações de paz com os palestinos, oferecendo a retirada israelense de grande parte da Cisjordânia ocupada. Tornou-se primeiro-ministro em janeiro de 2006, depois que Ariel Sharon sofreu um acidente vascular cerebral. Olmert também travou guerra contra militantes no Líbano em 2006 e na Faixa de Gaza em 2008.
O ex-primeiro ministro está proibido de se candidatar a cargos públicos por sete anos. No mês passado, ele precisou receber tratamento em um hospital por apresentar dores no peito, mas os médicos descartaram um ataque cardíaco.
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