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Brasil O PSB entra com processo contra o deputado Wladimir Costa no Conselho de Ética da Câmara, por assédio. Uma jornalista pediu para ver a tatuagem do parlamentar em homenagem a Michel Temer e ele disse que só mostraria o corpo inteiro

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O parlamentar paraense também está no centro de outras polêmicas. (Foto: Reprodução)

O PSB ingressou nessa quarta-feira com uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra o deputado federal Wladimir Costa (SD-PA), por quebra de decoro parlamentar. A ação tem por base uma acusação de assédio sexual que uma jornalista fez contra Costa, famoso por ter feito no ombro direito uma tatuagem com o nome do presidente Michel Temer, de quem se considera um fiel aliado.

A acusação contra Costa partiu da repórter Basília Rodrigues, da rádio CBN, após um jantar que reuniu Temer e políticos da base aliada, na véspera da votação da denúncia contra o chefe do Executivo por corrupção passiva no plenário da Câmara. Em relato no Facebook, ela disse ter perguntado ao deputado se a tatuagem em homenagem a Temer era permanente ou de henna, e se ele poderia mostrá-la. “Para você, só se for o corpo inteiro”, respondeu o político.

Após a repercussão do caso, Costa compartilhou em seu perfil no Facebook quatro fotos de Basília, seguidas de um texto com insultos de conteúdo sexista. O deputado justificou que a resposta dada à jornalista não tinha essa conotação e apenas fazia referência às sete tatuagens que tem pelo corpo.

“A atitude vexaminosa e reprovável do deputado, além de ofensiva à profissional e cidadã Basília Rodrigues, expôs a Câmara dos Deputados e contribui para a deterioração da sua imagem institucional perante a sociedade, ocasionando uma quebra de confiança e credibilidade nas instituições democráticas”, argumenta a ação do PSB, assinada pelo presidente da sigla, Carlos Siqueira.

Conduta

Costa também foi flagrado pelo fotógrafo Lula Marques tecendo uma conversa em linguagem vulgar, via Whatsapp, em plena votação da denúncia contra Temer. “Mostra a tua bunda, afinal não são suas profissões que a destacam como mulher, é sua bunda. Vai lá, põe aí, garota”, disse o deputado para uma interlocutora, até agora não identificada.

E não foi apenas isso: ele também participou da confusão ao levar um “pixuleco” para o Plenário da Casa. O boneco inflável com a caricatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com roupa de presidiário acabou esvaziado com uma mordida do deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

Aos 53 anos e exercendo o seu quarto mandato na Câmara, “Wlad”, apelido com o qual se tornou popular como vocalista de banda de tecnobrega e locutor de rádio em Belém (PA), integrava a tropa de choque de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) quando, na última hora, diante da derrota certa, votou pela cassação do mandato do ex-presidente da Casa.

Costa também teve o mandato cassado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) em julho de 2016, por causa de recursos não contabilizados. Ele se mantém no cargo, no entanto, porque aguarda julgamento de seu recurso no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

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