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Brasil Doleiro lança nova suspeita sobre comitê de campanha de Dilma

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Youssef é um dos principais operadores do esquema de corrupção na Petrobras (Foto: Joedson Alves/AE)

O doleiro Alberto Youssef disse à Justiça Eleitoral que foi procurado por um emissário da campanha da presidenta Dilma Rousseff no ano passado para trazer de volta ao Brasil cerca de 20 milhões de reais depositados no exterior. Apontado como um dos principais operadores do esquema de corrupção na Petrobras, Youssef contou que foi procurado no início do ano e não executou a operação porque, em março, foi preso com a deflagração da Lava-Jato.

No depoimento, o doleiro não identifica com precisão a pessoa que o teria procurado para pedir ajuda e deixa claro que não participou da campanha da presidenta. “Olha, uma pessoa de nome Felipe me procurou para trazer um dinheiro de fora e depois não me procurou mais. Aí aconteceu a questão da prisão, e eu nunca mais o vi”, disse Youssef à Justiça. Ele falou ainda não se lembrar do sobrenome de Felipe. “Se não me engano, o pai dele tinha uma empreiteira. Não consigo me lembrar [do nome da empreiteira]”, destacou.

O doleiro comentou o assunto depois de ser questionado sobre reportagem publicada no ano passado pela revista Veja, segundo a qual o PT havia pedido sua ajuda para repatriar os  20 milhões de reais. Perguntado se o dinheiro era para a campanha de Dilma, o doleiro respondeu: “Sim, mas não aconteceu”. Segundo Youssef, a conversa ocorreu 60 dias antes de sua prisão. O doleiro afirmou que Felipe não indicou onde estaria o dinheiro, mas Youssef disse a ele que poderia trazê-lo “sem problema nenhum”.

Youssef está preso em Curitiba (PR). Em setembro do ano passado, ele assinou um acordo de delação premiada para colaborar com as investigações em troca de redução da pena e de outros benefícios. Youssef é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa devido aos desvios na Petrobras. (Folhapress) 

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