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Brasil Inflação para o consumidor recua na segunda semana de setembro

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O IPC-S foi divulgado pela Fundação Getulio Vargas. (Foto: Divulgação)

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) apresentou variação de -0,01% na segunda semana de setembro, 0,11 ponto percentual  abaixo da taxa registrada na semana anterior. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (18) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo transportes (1,19% para 0,74%). Nessa classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de 4,78% para 3,28%.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos habitação (0,04% para -0,14%), alimentação (-0,76% para -0,87%), saúde e cuidados pessoais (0,30% para 0,25%) e despesas diversas (0,08% para 0,03%).

Nessas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens tarifa de eletricidade residencial (0,21% para -1%), hortaliças e legumes (-9,10% para -11,09%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,27% para -0,50%) e alimentos para animais domésticos (0,22% para -0,83%).

Em contrapartida, os grupos educação, leitura e recreação (0,66% para 0,93%), vestuário (-0,12% para 0,27%) e comunicação (-0,22% para -0,08%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nessas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens passagem aérea (21,39% para 28,48%), roupas (-0,48% para 0,20%) e pacotes de telefona fixa e internet (-0,86% para 0%).

Produto Interno Bruto

“O Monitor do PIB-FGV aponta que, na série dessazonalizada, o PIB apresenta em julho crescimento de 0,1% quando comparado a junho; e, no trimestre móvel maio-junho-julho, crescimento de 0,6% contra o trimestre fevereiro-março-abril. Na comparação interanual, o PIB do mês de julho apresentou crescimento de 1,3%, enquanto no trimestre móvel findo em julho o crescimento foi de 1,1%. Essas taxas apontam claramente para o fim da recessão”, afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

O PIB brasileiro, na série dessazonalizada, apresentou no trimestre maio-jun-jul crescimento de 0,6% contra o trimestre fev-mar-abr, conforme dados divulgados pela FGV nesta segunda-feira. Na taxa mensal com ajuste sazonal, o PIB apresentou crescimento de 0,1% em julho, quando comparado a junho, após ter apresentado 0,4% em junho na comparação com maio. Desde outubro de 2016, essa é a sétima taxa mensal positiva entre as dez transcorridas até julho.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o PIB apresentou crescimento de 1,1% no trimestre móvel maio-jun-jul. Os destaques foram os desempenhos positivos da agropecuária (11,7%), extrativa mineral (4,5%), indústria de transformação (1,6%, primeiro resultado positivo desde o primeiro trimestre de 2014), comércio (3%), transportes (2,4%) e outros serviços (+1,5%). O agregado de serviços também aparece como destaque positivo com crescimento de 0,7% após trinta meses consecutivos de quedas, nessa comparação. A construção apresenta ainda significativa retração (-6,8%). Na taxa mensal, o PIB apresentou crescimento de 1,3% no mês de julho, sendo esta a terceira taxa positiva consecutiva.

 

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