Quinta-feira, 28 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 28 de setembro de 2017
Em vídeo gravado e publicado em rede social, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Lula, relatou que houve procura, “nos pertences de Dona Marisa”, dos recibos de aluguel do apartamento 121, do edifício Hill House, em São Bernardo do Campo (SP). A defesa afirma “acreditar” que os comprovantes “expressam a verdade dos fatos, pois Dona Marisa sempre foi uma mulher íntegra e honesta”.
“Foram realizadas diligências por familiares e colaboradores do ex-presidente Lula nos pertences de Dona Marisa, que sempre foi a locadora do imóvel. Os recibos foram encontrados e da mesma forma que chegaram até nós, foram apresentados no processo. Acreditamos que esses recibos expressam a verdade dos fatos, pois Dona Marisa sempre foi uma mulher íntegra e honesta. Os recibos estão assinados pelo proprietário do imóvel e dão quitação dos alugueis até dezembro de 2015, gerando a presunção legal de que os alugueis foram devidamente pagos”, afirmou.
Os comprovantes apresentados pela defesa de Lula referem-se ao período de agosto de 2011 a novembro de 2015. Duas notas têm datas que não existem no calendário: 31 de junho e 31 de novembro.
“Pequenos erros em dois dos 26 recibos apresentados não retiram a força probatória dos documentos até porque são justificáveis. No recibo de agosto de 2014, por exemplo, é feito referência à data de 31 de junho de 2014 quando claramente buscou-se fazer referência à data de 31 de julho de 2014. Basta verificar que existe outro recibo com referência ao pagamento do aluguel de junho de 2014”, afirmou o advogado.
“De qualquer forma, se houve qualquer dúvida ou questionamentos sobre esses recibos, que seja feita uma perícia, avaliando de quem é a assinatura, de quando os documentos foram feito, dentre outras coisas.”
A defesa do engenheiro Glaucos da Costamarques, dono do imóvel, afirma que os recibos relativos a 2015 foram assinados no mesmo dia, no Hospital Sírio-Libanês, em novembro daquele ano. Segundo a defesa de Glaucos, os comprovantes foram assinados de uma só vez pelo engenheiro durante o período em que ele estava internado no Hospital. Os recibos, afirma, foram levados pelo contador João Muniz Leite, a pedido do advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula. A defesa de Glaucos avalia pedir ao Sírio-Libanês os registros de entrada de Roberto Teixeira.
O apartamento 121, ocupado por Lula, é um dos alicerces da segunda denúncia do Ministério Público Federal, do Paraná, contra o petista. O imóvel teria sido adquirido pela empreiteira Odebrecht, por meio de Glaucos – suposto laranja do ex-presidente no negócio -, como forma de propina a Lula, réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
A Operação Lava-Jato afirma que não houve pagamento de aluguel entre fevereiro de 2011 e novembro de 2015.
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