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Mundo Os Estados Unidos dizem estar “em contato” com a Coreia do Norte para negociações sobre programa nuclear

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O presidente Donald Trump e o ditador Kim Jong-un. (Fotos: Reprodução)

Os Estados Unidos abriram “canais de comunicação” com a Coreia do Norte e avaliam se o regime de Kim Jong-un está disposto a dialogar sobre seu programa nuclear, declarou neste sábado (30), em Pequim, o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson.

“Estamos avaliando” o regime norte-coreano, disse ele à imprensa, acrescentando: “Perguntamos. Temos linhas de comunicação com Pyongyang. Não estamos às escuras, em um blecaute. Temos dois, três, canais de comunicação abertos”.

EUA x Coreia do Norte

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o governo norte-coreano travam uma guerra verbal em torno do programa nuclear e do lançamento de mísseis, que se tornou mais frequente nos últimos meses.

O ministro de Relações Exteriores da norte-coreano chegou a afirmar que os Estados Unidos declararam guerra contra o seu país ao afirmar que ele e Kim Jong-Um não ficariam no poder por muito mais tempo. O governo americano nega.

A troca de insultos não parou. No sábado (23), o norte-coreano atacou duramente o mandatário americano, chamando-o de “um transtornado mental que está repleto de megalomania”, em fala na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). Dias antes, Trump afirmou em sua estreia na ONU que destruiria o país se não tivesse escolha.

A Coreia do Norte também já ameaçou usar armas nucleares para “afundar” o Japão e reduzir os Estados Unidos a “cinzas e escuridão” por apoiar a resolução e sanções do Conselho de Segurança da ONU.

No dia 15 de setembro, Kim Jong-un afirmou que a Coreia do Norte está “perto” de atingir sua meta de poder nuclear completo, apesar das sanções ao seu regime, de acordo com a agência de notícias KCNA.

Guerra

O ministro de Relações Exteriores da Coreia do Norte afirmou, na segunda-feira (25), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou guerra ao país. Segundo Ri Yong Ho, diante da fala de Trump, Pyongyang se reserva ao direito de tomar medidas, inclusive de abater bombardeiros norte-americanos, mesmo que eles não estejam sobrevoando a Coreia do Norte.

“O mundo inteiro deve claramente se lembrar que foram os Estados Unidos que primeiro declararam guerra ao nosso país”, disse Ri a repórteres em Nova York, segundo a agência Reuters.

“Considerando que os Estados Unidos declararam guerra ao nosso país, temos todo o direito de adotar contramedidas, incluindo o direito de derrubar bombardeiros estratégicos dos Estados Unidos, mesmo que eles não estejam dentro do espaço aéreo do nosso país”, ameaçou.

Ri conversou com a imprensa pouco antes de deixar Nova York, onde participou da 72ª Assembleia Geral das Nações Unidas, na semana passada. “Considerando a declaração de guerra de Trump, todas as possibilidades estão na mesa da liderança supresa da RPDC [República Popular Democrática da Coreia]”.

Sua declaração coincide com a postura da administração Trump, que já afirmou trabalhar com múltiplas possibilidades para lidar com o desenvolvimento de mísseis e armas nucleares por parte da Coreia do Norte, que já garantiu ter armamento capaz de atingir a parte continental dos EUA.

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