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Brasil Começa o censo agropecuário em todo o Brasil. Os resultados vão definir as políticas públicas e estratégias privadas do setor na próxima década

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Em todo o território brasileiro, 19 mil recenseadores vão colher informações até fevereiro de 2018. (Foto: Arquivo/Elza Fiúza/Agência Brasil)

Começou na última semana, em todo o País, o censo agropecuário. Os resultados vão ajudar a definir as políticas voltadas ao setor para a próxima década. Quantos vivem no campo, como vivem e o que produzem são algumas das questões que estão sendo levantadas no novo censo, que deve traçar um perfil detalhado da atividade rural no Brasil.

“O último censo agro foi em 2007. Já faz 10 anos e de lá pra cá, muita coisa mudou no meio agropecuário brasileiro. É um setor muito dinâmico, incorporou muitas tecnologias, muitas inovações. E o censo agropecuário vai trazer esse retrato atual”, explica o coordenador regional doIBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) Sergio Braga da Silva.

Em todo o País, 19 mil recenseadores estarão espalhados por mais de cinco milhões de propriedades, que serão visitadas até fevereiro de 2018, de acordo com informações da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário. Só no Paraná, são mais de 370 mil. Uma a uma, serão visitadas por 1.850 recenseadores. A divulgação dos resultados começa em maio do ano que vem.

Para cada produtor, o recenseador tem 42 perguntas básicas. Mas dependendo da diversificação da propriedade, esse leque de perguntas vai se abrindo, e elas podem passar de 100. Só assim será possível traçar um perfil detalhado da produção e das famílias que vivem no campo.

A coleta de dados será realizada nos estabelecimentos agropecuários no território nacional, o que abrange unidades de produção ou exploração dedicada, total ou parcialmente, atividades agropecuárias, florestais e aquícolas, independentemente do tamanho e forma jurídica.

O IBGE incentiva que os agricultores recebam as equipes do Censo. “Eles precisam se fazer visíveis. A gente sabe que os agricultores familiares são responsáveis por uma parcela muito significativa da produção de alimentos e o Censo é uma forma de afirmar isso”,  diz o coordenador técnico do Censo Agro no Distrito Federal, João Carlos de Lima.

A secretaria informou ainda que os recenseadores estarão devidamente uniformizados, portando crachá e o Dispositivo Móvel de Coleta.

Sergipe

Pequenas propriedades são maioria no Estado. O que elas produzem, quantas são, como trabalham, tudo será descrito em detalhes e números. Essas informações vão ajudar a definir estratégias e programas pra o crescimento do setor agropecuário.

Os dados da pesquisa só serão conhecidos no ano que vem, mas uma tendência já se pode notar em Sergipe. “Situações em que antes você tinha um único produtor em um determinado terreno hoje você tem vários produtores e aí cada produtor é um estabelecimento agropecuário e cada estabelecimento uma entrevista diferente”, fala o coordenador de divulgação do censo agro Vinicius Andrade.

 

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