Domingo, 30 de agosto de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil O Brasil será o país emergente de maior dívida em 2019

Compartilhe esta notícia:

O importante, no caso do Brasil, é a análise da dívida líquida. (Foto: Reprodução)

O Brasil vai se tornar, em 2019, o país com maior dívida bruta como proporção do PIB (Produto Interno Bruto), considerando-se 40 nações emergentes. A projeção foi divulgada na quarta-feira (11) pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) em seu relatório “Monitor Fiscal”. Isso significa que a situação fiscal do país que se deteriorou particularmente nos últimos quatro anos, deve continuar crítica no longo prazo. Em 2022, calcula o FMI, a chamada relação dívida/PIB – um dos principais indicadores de solvência de uma economia acompanhados por investidores – vai alcançar 96,9%.

Em 2016, a dívida bruta do país era a quinta maior entre as nações emergentes, atrás de Egito, Ucrânia, Croácia e Sri Lanka. Já em 2017 o País deve pular para o posto de terceiro mais endividado do grupo, atrás de Egito e Ucrânia, superando os ucranianos em 2018 e tomando a dianteira dos egípcios em 2019. Neste ano, a dívida bruta estimada pelo FMI para o Brasil será de 91,1%. A média das nações emergentes neste ano estará em 51,7% e, entre os países latino-americanos, na média, a dívida bruta estará em 64,3%.

Superávit

Em Washington para a reunião anual do FMI e do Banco Mundial, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, minimizou as previsões do Fundo. Na avaliação do ministro, os dados levam em conta o custo da manutenção das reservas externas brasileiras. Há ainda, argumentou, a evolução de outras variáveis que afetam o endividamento a serem observadas, como a taxa de juros e a recuperação da economia.

“O importante, no caso do Brasil, é a análise da dívida líquida”, defendeu Meirelles.

Vitor Gaspar, diretor do departamento de Assuntos Fiscais do FMI, afirmou que o Brasil precisa aproveitar o momento de recuperação depois de uma “longa e profunda” recessão para arrumar suas contas, citando a reforma da previdência como um “elemento crucial”:

“Agora é a hora de colocar as finanças no caminho sustentável”, afirmou.

O Fundo estima que, mesmo com a aprovação da PEC do Teto dos Gastos no fim de 2016, as despesas do governo tendem a cair lentamente, do pico de 39,3% do PIB do ano passado para 36,8% do PIB em 2022. Assim, o País só voltará a entregar um superávit primário (economia para pagamento de juros e, portanto, abatimento da dívida) em 2021, segundo estimativas do FMI, quando o déficit primário de 2,5% do PIB esperado para 2017 vire um superávit de 0,2% do PIB em 2021, chegando a 0,8% do PIB em 2022.

Desigualdade e tributação

Já no setor privado, o Fundo Monetário avaliou que foram reduzidos os riscos que os bancos apresentaram à estabilidade financeira global, que foram elevados nos primeiros anos após a grande crise de 2008. Mas desafios permanecem à economia global, de acordo com a equipe do organismo multilateral. E eles se concentram nas empresas não financeiras – cada vez mais endividadas.

O FMI chamou atenção ainda para uma ocorrência que aflige, hoje, economias de todos os portes dos EUA às nações africanas: o crescimento da desigualdade. O aumento do fosso entre ricos e pobre, com achatamento da classe média, pode impactar a capacidade de expansão e desenvolvimento no futuro, gerar tensões sociais e acirrar a polarização política.

Em relatório, o Fundo debateu três propostas para frear o avanço da desigualdade no mundo: a tributação mais alta para os mais ricos (incluindo o imposto sobre riquezas), a criação de um regime universal de renda básica (UBI, na sigla em inglês e renda mínima no Brasil) e o gasto público em saúde e educação. Neste ponto, o Brasil e citado como exemplo, nos casos do SUS e do Bolsa Família, juntamente com o México e seu programa de distribuição de renda vinculado à frequência de crianças nas escolas.

tags: economia

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Prefeitura de Porto Alegre reúne doações para famílias atingidas pela chuva
Suíça diz ter indícios de que Odebrecht usou contas para pagar propina
Pode te interessar