Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 7 de julho de 2015
Diante do agravamento da crise que acomete o Palácio do Planalto, presidentes de partidos aliados e líderes da base no Congresso divulgaram, nesta terça-feira (7), uma nota em defesa dos mandatos da presidenta Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer.
Elaborado durante reunião no gabinete de Temer, o texto é mais uma medida da estratégia do Planalto de armar uma “defesa prévia” de Dilma na tentativa de blindar o governo dos movimentos pelo afastamento dela que ganharam força na oposição.
“Fizemos uma manifestação explícita em defesa da legalidade, da vontade popular e, evidentemente, dos mandatos da presidenta Dilma e do vice-presidente Michel Temer”, disse o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).
Assinada por 11 partidos, a nota revela que “os líderes e dirigentes partidários manifestam o seu apoio à presidenta e ao vice-presidente da República. E reafirmam seu profundo respeito à Constituição Federal e seu inarredável compromisso com a vontade popular expressa nas urnas e com a legalidade democrática.”
Indagado sobre a necessidade de a base escrever uma nota em apoio ao próprio governo, Temer afirmou que, muitas vezes, “aparece uma ou outra informação sobre insatisfação de um ou outro partido”. Segundo ele, o texto revela “unidade”.
Na noite de segunda-feira (6), Dilma convocou uma reunião de emergência com seu conselho político – formado por ministros, líderes da base na Câmara e no Senado e presidentes de partidos aliados – para pedir apoio no Congresso e sustentar a defesa que o governo apresentará em 21 de julho ao TCU (Tribunal de Contas da União) sobre as chamadas “pedaladas fiscais”.
Dilma disse que a prática foi utilizada em outros governo e que não há base para seu impeachment. Para ela, os opositores são “um tanto golpistas” e não a “atemorizam”.
Apesar das movimentações, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou que “não há crise política nenhuma”. “As instituições estão funcionando regularmente.”
Golpe
Após o encontro, Guimarães respondeu ainda ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) e disse que o tucano é “porta-voz do golpe”.
“Aécio tem se caracterizado como o porta-voz do golpe. Deveria pelo menos honrar a história do seu avô”, afirmou Guimarães em referência a Tancredo Neves.
Nesta terça, Aécio divulgou nota em que chamava de “golpista” o discurso do PT frente à ofensiva da oposição. “O discurso golpista do PT tem claramente o objetivo de constranger e inibir instituições legítimas que cumprem plenamente seu papel”, informa a nota do tucano. (Marina Dias/Folhapress)
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