Quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 15 de novembro de 2017
O delator Ivanildo Miranda, fundamental para a força-tarefa da 5ª fase da Operação Lama Asfáltica, afirmou que a empresa de André Puccinelli Júnior, filho do ex-governador de Mato Grosso do Sul André Puccinelli (PMDB), recebeu R$ 1,2 milhão da JBS como forma de patrocínio. “Acho que foi um milhão e duzentos. Patrocínio, até então era patrocínio. Eu achando que era patrocínio. Só que agora vendo essas planilhas de Excel está como pagamento da propina misturado no meio”, disse na delação.
Puccinelli Júnior teve a liberdade concedida na manhã dessa quarta-feira pelo TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) que também deu decisão favorável ao ex-governador. Ambos foram presos na terça-feira durante a Operação Papiros de Lama. A assessoria da holding J&F Investimentos, que responde pela JBS, informou que a empresa não vai se manifestar.
Além disso, o advogado teria vendido milhares de cópias de um dos seus livros de direito para a Águas Guariroba, concessionária de água e esgoto de Campo Grande, por R$ 360 mil, Segundo a investigação, a venda foi simulada para disfarçar a propina.
Em nota, a Águas Guariroba informou que está à disposição das autoridades e não irá se manifestar no momento. A Águas Guariroba ainda teria participado de uma transação milionária que, de acordo com a força-tarefa, seria para acobertar transferência de recursos com a empresa Proteco, de João Amorim. O empresário foi levado coercitivamente para prestar esclarecimentos na sede da Superintendência da Polícia Federal durante a operação.
O advogado de defesa da Proteco disse que ainda não tomou conhecimento do conteúdo integral da delação premiada do pecuarista.
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