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Brasil O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, cobrou uma decisão de Temer sobre a reforma ministerial

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Presidente da Câmara afirmou que escolha sobre as mudanças na Esplanada é de Temer, mas disse que Congresso "não pode ficar paralisado esperando a decisão". (Foto: Reprodução)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cobrou nesta quarta-feira (22) do presidente Michel Temer que ele anuncie se decidiu adiar a reforma ministerial. Segundo Maia, cabe ao presidente a decisão de indicar novos membros para a Esplanada, mas o Congresso não pode ficar “paralisado esperando a decisão”.

A reforma ministerial foi alardeada como uma estratégia do governo para agradar partidos do chamado Centrão com postos de comandos na Esplanada. Em troca, receberia apoio para votação de outra reforma, a da Previdência, no Congresso.

Só que, apesar de muito discutida nos últimos dias, a reforma ministerial até agora teve uma mudança. No comando do Ministério das Cidades, saiu Bruno Araújo (PSDB-PE), que volta para a Câmara, e entrou o deputado Alexandre Baldy (sem partido-GO), indicação de Rodrigo Maia.

Ainda há a expectativa que o presidente faça outras trocas na equipe, como a do ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, do PSDB. Para o presidente da Câmara, a indecisão sobre mais mudanças atrapalha a votação da Previdência no Congresso, porque os parlamentares aguardam as nomeações para avaliar o cenário político.

“A indicação é decisão do presidente Michel Temer. O que eu acho é que, independente do que vai ser feito, precisa ter uma decisão. Se não vai mexer, anuncia. Eu acho que é um caminho. O que não podemos é ficar paralisados esperando uma decisão”, afirmou. Ao falar especificamente sobre a situação de Imbassahy, Maia disse que o ministro tem feito um “bom trabalho”, que se reflete no resultado de votações recentes.

Elogio Temer 

Em meio a uma reforma ministerial, o presidente Michel Temer afirmou que não existem divergências no ministério. Nesta terça-feira (21), um dia antes da posse do deputado Alexandre Baldy no Ministério das Cidades, o governo ainda avalia fazer mais trocas na Esplanada dos Ministérios, incluindo o tucano Antonio Imbassahy (PSDB), que pode sair do Palácio do Planalto.

“Temos feito um trabalho harmônico, conjugado. Não há divergência no nosso ministério”, disse o peemedebista, que depois elogiou a “qualidade” dos ministros. “Quero, com muita alegria, dizer que tenho uma honra extraordinária de presidir o país neste momento, porque estou ancorado no ministério desse porte, dessa qualidade, e amparado no Congresso Nacional”, completou.

No último dia 13, após o pedido de demissão do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) do Ministério das Cidades, Temer afirmou que faria uma reforma ministerial dentro de um mês. A expectativa inicial no Planalto era que a mexida fosse ampla, sacando todos os ministros que fossem se candidatar nas eleições do ano que vem. Pela lei, eles teriam até o fim de março para sair da Esplanada.

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