Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de dezembro de 2017
O Rio Grande do Sul permaneceu quase um ano sem registrar dengue autóctone (quando é contraída dentro do território), mas voltou a confirmar casos da doença, conforme balanço apresentado pela SES (Secretaria Estadual da Saúde). As duas ocorrências, localizadas em São Gabriel e Santana do Livramento, representam a menor incidência da enfermidade na série histórica do Estado. Mesmo assim, a SES reforça o alerta para eliminar focos do mosquito Aedes aegypti, o mesmo transmissor da febre chikungunya e zika vírus.
A atualização dos dados foi apresentada pelo secretário adjunto da Saúde, Francisco Paz, durante reunião do Comitê Estadual Intersetorial de Combate ao Aedes. A atividade marcou o Dia Nacional de Combate ao Mosquito, recebendo a visita do secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, Alberto Beltrame, e do secretário adjunto de Saúde de Porto Alegre, Pablo Sturmer. Segundo Paz, os dois registros acendem o alerta e surpreendem, pois a expectativa era de fechar o ano sem nenhum caso autóctone.
“Os casos indicam que o vírus esteve presente nas duas cidades e nos preocupam como previsão para o verão”, destaca. Ele adverte que o cuidado deve ser maior nos meses de calor, período em que o inseto se prolifera com facilidade. “Insistimos que a população entenda que é obrigação de cada cidadão, pelo menos uma vez por semana, examinar todos os cantos da residência e verificar a presença de criadouros em locais com água parada”, acrescenta.
Beltrame elogiou o trabalho desenvolvido pela Secretaria da Saúde e pelos municípios, resultando na redução significativa no número de casos da doença. “O RS é um exemplo para o país na vigilância e controle do Aedes e é importante manter essa mobilização mesmo com quadro favorável”, afirma. No ano passado, foram registrados 2.159 casos autóctones contra apenas estes dois de 2017 divulgados nesta sexta.
Brasil
Nos primeiros meses de 2017, até o dia 15 de abril, o Brasil registrou 113.381 casos suspeitos de dengue, 43.010 de chikungunya e 7.911 de zika vírus. Somadas, as três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti tiveram uma redução de 88,9% no número de casos em comparação ao mesmo período de 2016. Os dados são de boletim epidemiológico elaborado pelo Ministério da Saúde.
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