Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de dezembro de 2017
O presidente Michel Temer afirmou nesta sexta-feira que se a reforma da Previdência não for aprovada, pode ocorrer quebra de controle sobre a economia, além de descrédito nacional e internacional.
O presidente afirmou ainda que os que são contra a reforma no sistema previdenciário são a favor de privilégios e disse que aproveitou a baixa popularidade para fazer tudo o que o Brasil precisava.
O governo Temer tem avaliação positiva de apenas 6 por cento, de acordo com pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta semana.
Petrobras
Temer aproveitou o evento de divulgação do Plano de Negócios e Gestão da Petrobras para exaltar o trabalho de seu governo. Segundo ele, a empresa recuperou o prestígio depois de ser “quase um palavrão”.
“Há dois anos e meio atrás, a Petrobras era quase um palavrão. Porque ficou muito desmoralizada e o Pedro [Parente, presidente da estatal] conseguiu, patrocinado pelo Ministério de Minas e Energia, reerguer a Petrobras para que eu pudesse dizer exatamente essas palavras. Por isso nós cuidaremos para que a Petrobras permaneça como uma referência de profissionalismo no Brasil e no mundo”.
O presidente deixou no passado os escândalos de corrupção na estatal. Sobre o plano, Temer disse que não é um plano populista, seguindo a linha do seu governo. “Se no passado houve abusos na Petrobras, eles foram expungidos, eliminados. E permitem ao Pedro [Parente] e ao Fernando [Coelho Filho, ministro de Minas e Energia] apresentar um plano de trabalho com bilhões [de reais] em investimentos. E não é um plano populista, para amanhã ou depois. Vai de 2018 a 2022. É um plano responsável, como tem sido responsáveis os atos do governo”.
Melhora
Um levantamento feito entre 1.000 pessoas de todo o país mostrou que 40,3% dos entrevistados acreditam que a situação financeira de suas famílias está melhor neste ano do que no mesmo período do ano passado, enquanto 24,7% consideravam que permanecia igual. Na Pesquisa de Natal da Deloitte de outubro, os que achavam que a situação tinha melhorado eram 37%.
A enquete também indica que as pessoas pretendem comprar 4,6 presentes, com expectativa de gastos em torno de R$ 81,70 por item. No total, a estimativa média de gasto com presentes aumentou 10%, ao chegar a R$ 405,20, ante a perspectiva de R$ 367 indicada na pesquisa de outubro.
Segundo os dados, nas duas apurações, os consumidores mostraram-se mais otimistas com as perspectivas da economia e mais conscientes da importância de manter um planejamento financeiro. A pesquisa indica ainda que, entre os entrevistados que têm a intenção de presentear, 63% não haviam feito as compras até do dia 8 deste mês e 37% tinham se antecipado. Entre os que já haviam adquirido presentes, 64,5% usaram lojas online e um a cada três brasileiros fez buscas na internet antes de decidir o quê comprar.
“Apesar de concluirmos que o brasileiro está mais preocupado com suas finanças e tende a planejar melhor seus gastos e eventuais dívidas, a característica tradicional de deixar as compras de Natal para os últimos momentos continua predominante”, disse o sócio-líder da Deloitte, Reynaldo Saad.
Para Saad, outra questão que salta aos olhos na pesquisa é que as pessoas tendem a gastar mais do que esperavam alguns meses antes das festas, pois os que participaram do atual levantamento pretendem gastar mais e comprar maior número de presentes do que o que foi apurado na Pesquisa de Natal de outubro.
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