Quinta-feira, 25 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 31 de dezembro de 2017
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Civey para o jornal Die Welt indica que 46% dos alemães querem a renúncia imediata da chanceler Angela Markel.
Outros 17% dos entrevistados afirmam que Merkel deveria renunciar ao comando do governo do país caso haja um fracasso nas negociações de janeiro entre o grupo parlamentar comandado pela CDU (União Democrata-Cristã) e o SPD (Partido Social-Democrata), liderado por Martin Schulz, para a formação de uma nova grande coalizão.
Além disso, 8% dos alemães consideram que Merkel deveria deixar o cargo no meio do mandato. Apenas 15% dos entrevistados defendem que a chanceler permaneça mais quatro anos na chefia de governo. O apoio à renúncia é maior no Leste da Alemanha, onde 54% dos consultados pela pesquisa defendem a renúncia da chanceler. No Oeste, 44% querem que a líder da CDU deixe o cargo.
Considerando os partidos com representação parlamentar após as eleições gerais de setembro, os eleitores da AFD (Alternativa para a Alemanha) são, com 87%, os principais defensores da renúncia de Merkel. Na seqüência, vêm os simpatizantes do FPD (Partido Democrático Liberal), com 58%, e os da Esquerda, com 51%.
No entanto, menos da metade dos sociais-democratas (43%) deseja a saída imediata de Merkel do poder. Entre os eleitores dos Verdes, apenas 28% querem a renúncia da chanceler. Para a pesquisa, com margem de erro de 2,8%, os alemães foram perguntados se a chanceler deveria deixar o cargo. O Instituto Civey ouviu 5.120 pessoas entre 28 e 30 de dezembro.
As negociações entre a CDU e o SPD para a repetição de uma coalizão ocorrerão após cem dias de governo interino. Os diálogos entre conservadores, liberais e verdes, uma aliança batizada como Jamaica por causa das cores dos três partidos, não evoluíram após discordâncias entre os grupos parlamentares.
Governo minoritário
O ex-ministro de Finanças da Alemanha Wolfgang Schäuble recomendou que se forme rapidamente um novo governo entre os conservadores liderados pela chanceler Angela Merkel e os social-democratas, mas não excluiu a possibilidade de um governo minoritário caso as partes não cheguem a um acordo.
A Constituição da Alemanha não favorece um governo minoritário, mas isso segue sendo uma opção, disse Schäuble ao jornal Tagesspiegel. O ex-ministro é uma das principais lideranças conservadoras e atualmente é presidente da Câmara Baixa do Bundestag, o Parlamento alemão.
Um acordo entre o partido conservador de Merkel e a centro-esquerda é a melhor oportunidade que a chanceler alemã terá para garantir o seu quarto mandato no país, mas seus possíveis parceiros de coalizão estão querendo concessões antes mesmo de as negociações começarem na próxima semana.
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