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Colunistas Nomeação de Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho “é inadequada”, critica o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho

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A parlamentar possui condenações na Justiça trabalhista. (Foto: Gilmar Felix/Câmara dos Deputados)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A nomeação da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) para chefiar o Ministério do Trabalho e Emprego é “inadequada”. A avaliação é do juiz Guilherme Guimarães Feliciano, presidente da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho).

Desde a indicação para o cargo, bancada pelo pai, o deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ), vieram à tona denúncias contra a parlamentar – condenada em ação trabalhista. À Coluna, Feliciano resume: “Não há nenhuma ilegalidade na nomeação mas, com base no princípio da moralidade administrativa, não seria adequado nomear a deputada”.

Perfil

Para o presidente da Anamatra, o perfil adequado para chefiar a pasta é de alguém que não tenha condenações, “muito menos no âmbito trabalhista”.

Negado

Em telefonema ao presidente Michel Temer para se certificar de que a sua nomeação estava mantida, Cristiane havia insinuando antecipar a posse para ontem. O peemedebista negou o pedido e a Justiça suspendeu a posse da parlamentar.

Salvatore Ferragamo

A Presidência da República reservou R$ 12 mil para comprar cerca de 600 gravatas. As peças serão enviadas ao almoxarifado do Palácio do Planalto, cada uma ao custo de R$ 20. O valor corresponde ao preço de 20 Salvatore Ferragamo, marca de finas gravatas usadas por Temer.

Regalia

Uma nota técnica da Consultoria de Orçamento do Senado Federal escancara os pagamentos de auxílio-moradia nos Poderes da União. No Ministério Público, por exemplo, os gastos com a regalia somavam R$ 3 milhões há sete anos e hoje superam os R$ 124 milhões.

Basta

O estudo deve fazer com que senadores pressionem para que ganhe celeridade o projeto que acaba com o auxílio-moradia para autoridades. A expectativa é de que a proposta seja aprovada ainda no primeiro semestre.

Carta

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) enviou carta à presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, na qual questiona a postura da chefe de gabinete do presidente do TRF-4 (Tribunal Regional da 4ª Região, em Porto Alegre), Daniela Tagliari Kreling Lau.

Confiança

Grazziotin sublinha que a campanha de Daniela por “Lula na cadeia” abala e mina “a confiança que a sociedade pode ter no poder Judiciário”.

Sonegação

O volume de sonegação fiscal no estado do Rio de Janeiro chegou a mais de R$ 12 bilhões em 2017. É o que afirma o presidente da Febrafite (Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais), Roberto Kupski, com base em dados da STN (Secretaria Nacional do Tesouro).

Sangria

Segundo Kupski, isso aconteceu devido à pressão de grupos específicos de empresários, fazendo a arrecadação do Estado cair ainda mais. “Em relatório apresentado à STN, o Estado pediu reserva nesse documento, o que impossibilitou verificar o valor total da sangria”, lamenta.

Gênio

Para se ter uma pequena noção da genialidade do jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, que nos deixou: há anos ele apenas ditava as suas crônicas semanais para uma assistente. E com coerência a ponto de o texto sair perfeito no computador.

Suplementos

Está aberta uma consulta pública da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para estabelecer um novo marco regulatório para suplementos alimentares. De acordo com o órgão, a proposta define claramente o que pode estar contido em um suplemento, além de tornar as práticas de mercado mais equitativas e favorecer o controle por parte das autoridades sanitárias.

Ponto Final

“Na verdade, o que se costuma chamar de ‘privatização’ tem sido um processo de ‘desnacionalização’”. – Do ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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