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Economia Mais de 530 milhões de dólares em criptomoedas “desapareceram” no Japão

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Imagem ilustrativa da moeda cripográfica NEM. (Foto: Divulgação/NEM)

Aproximadamente 58 bilhões de ienes (534 milhões de dólares) da criptomoeda NEM desapareceram do mercado no Japão após um suposto ataque cibernético, informou a “corretora de câmbio” alvo do golpe, que já suspendeu sua cotação e operações. O NEM é a 10ª criptomoeda em maior valor de mercado no mundo.

A Coincheck, uma das principais plataformas de negociação de criptomoedas do Japão e da Ásia, anunciou que detectou um acesso não autorizado a seu sistema na madrugada de sexta-feira (26).

Após anunciar o desaparecimento das criptomoedas, os responsáveis da casa de câmbio reportaram o caso à Agência Japonesa de Serviços Financeiros e suspenderam todas as operações temporariamente.

A medida afeta o saque, a venda e a emissão de NEM, bem como de outras moedas virtuais e ienes. O NEM é uma das quase 1,5 mil moedas digitais que surgiram na esteira do sucesso do bitcoin, a mais famosa delas.

Essas divisas funcionam da mesma forma que a irmã mais velha: as transações são incluídas em uma corrente de blocos criptografados, o que torna difícil a substração de moedas do sistema.

O presidente da Coincheck, Koichiro Wada, se desculpou pelo incidente e disse que sua intenção é que os clientes recuperem o dinheiro.

Vanguarda

O Japão tem se situado na vanguarda das criptomoedas, reconhecendo-as como forma de pagamento e estabelecendo requisitos legais para todas as casas de câmbio estabelecidas no país.

Em 2014, o país foi cenário do escândalo da Mt.Gox, que chegou a ser a maior “casa de câmbio” do mundo de criptomoedas e quebrou após o desaparecimento de milhões de dólares em bitcoins devido a uma suposta fraude cometida por seu proprietário, Mark Karpeles.

Bitcoin

O economista Robert Shiller, ganhador do Nobel de Economia, afirmou que o bitcoin é uma “ideia inteligente”, mas que a moeda não é um “recurso permanente em nossas vidas”. A declaração foi dada na quinta-feira (25), durante o Fórum Econômico Mundial, que ocorre em Davos, na Suíça.

O professor da Universidade de Yale (EUA) foi premiado em 2013 por seu trabalho acadêmico para prever como mercados financeiros se comportam. Ele recebeu o Nobel ao lado de outros dois economistas norte-americanos, Eugene F. Fama e Lars Peter Hansen.

Ele participou de um painel para discutir se o bitcoin enfrenta uma bolha especulativa ou não. Ele chegou a elogiar a moeda. “O bitcoin é uma ideia inteligente. Ele se tornou viral como uma moeda, mas não vai se estabilizar. É um experimento interessante, mas não é um recurso permanente para as nossas vidas”, afirmou Shiller.

Outros participantes não foram tão benevolentes com a moeda digital. “O dinheiro é uma convenção social”, afirmou Cecilia Skingsley, do Banco Central da Suécia, o mais antigo do mundo. “Tem que ser estável de uma perspectiva do consumo e tem de haver gente suficiente preparada para aceitá-lo. Na minha visão, as criptomoedas não se encaixam nesses critérios.”

Apesar disso, ela afirma que o bitcoin não representa um risco de ser o protagonista da próxima crise financeira.

 

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