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Brasil Temer quer contratar 700 mil moradias do programa “Minha Casa, Minha Vida” em 2018

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Presidente Temer durante evento da Caixa Econômica Federal. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Depois de não cumprir a meta de contratar 610 mil moradias em 2017, o presidente Michel Temer anunciou que o governo assume o compromisso de financiar ou bancar para os mais pobres entre 600 mil e 700 mil unidades do programa “Minha Casa, Minha Vida” neste ano.

“Isso beneficiará não apenas as pessoas mais pobres, como também o setor da construção civil que é o que mais gera empregos no País”, afirmou o presidente durante evento da Caixa Econômica Federal.

O jornal O Estado de S. Paulo revelou que o governo descumpriu a meta do Minha Casa em 2017. Somando as quatro faixas do programa, a gestão Temer firmou contratos para financiar com juros mais baixos – e subsidiar, no caso, dos mais pobres – 442,2 mil unidades habitacionais no ano passado: 72,5% da meta de 610 mil.

Foi a primeira meta descumprida do governo Temer para o Minha Casa, programa de habitação popular que foi usado como uma das principais vitrines das gestões petistas. No ano passado, o governo contratou apenas 23 mil moradias destinadas a famílias que ganham até R$ 1,8 mil. Isso representa apenas 13,5% da meta de 170 mil, segundo dados obtidos com exclusividade pelo jornal.

Segundo Temer, os ministros do seu governo trabalham em harmonia e de forma conjugada. “Este governo fez o que o Brasil precisava e a Caixa teve sempre papel extraordinário”, reafirmou.

Campanha

No evento, Temer disse que os candidatos à Presidência que desejarem contestar o governo nas eleições deste ano terão que se assumir contrários à responsabilidade fiscal e à inflação baixa. “Estamos entrando em um período eleitoral e haverá disputas e controvérsias. É natural que alguns candidatos apoiem o que o governo fez e outros não. Mas quem quiser contestar as obras do governo terá que dizer que é contra o Teto de Gastos, porque quer gastar à vontade e não se importa com a responsabilidade fiscal”, afirmou, em evento da Caixa Econômica Federal.

Segundo ele, os candidatos críticos ao governo terão que dizer que são a favor de um ensino médio “anacrônico” e que são contrários à modernização da legislação trabalhista. “Quem quiser contestar o governo terá que dizer que é contra a inflação de 2,95% e contra os juros baixos, de 7%. Terá que dizer que é contra a abertura de postos de trabalho e contra a Bolsa de Valores ter atingido pico de 86 mil pontos. Ou seja, terá que ser a favor da falta de credibilidade do País”, completou.

“A ideia de Caixa Econômica para mim sempre foi uma ideia de um banco, digamos assim, que tem uma função de natureza financeira-econômica mas também uma função social extraordinária”, destacou Temer. “Todos sabemos que a vocação da Caixa transcende, ela supera, em muito, a de um banco comercial.”

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