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Brasil O presidente Temer interrompe seu descanso no Rio e vai a Boa Vista para tratar da migração de venezuelanos

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Após a visita o presidente voltará para a base naval da Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro, onde passa o carnaval com a família. (Foto: Divulgação)

O presidente Michel Temer vai interromper o feriado de carnaval nesta segunda-feira (12) para viajar a Boa Vista (RR) para tratar da situação do Estado com a migração de venezuelanos. A prefeitura de Boa Vista estima que cerca de 40 mil venezuelanos se estabeleceram na cidade após fugir da crise econômica e política que o país vizinho atravessa.

Ainda não há informações sobre a agenda de Temer na cidade. Segundo a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, após a visita o presidente voltará para a base naval da Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro, onde passa o carnaval com a família.

Na última sexta-feira (09), Temer disse que a posição do Brasil é de uma atuação “diplomática, responsável e contestadora” em relação ao que está ocorrendo no país vizinho e que o Brasil busca uma ajuda humanitária aos venezuelanos que atravessam a fronteira. Em visita a Boa Vista na semana passada, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, anunciou um projeto-piloto para absorver mão-de-obra de venezuelanos que têm chegado ao país pela fronteira com Roraima.

A informação sobre a visita de Temer foi divulgada pelo senador Romero Jucá (MDB-RR) em sua conta no Twitter, e confirmada pela assessoria de imprensa do Palácio do Planalto.

Chegada em massa

A chegada em massa de venezuelanos fez o Brasil decidir aumentar a presença militar na fronteira em Roraima e realocá-los em outros Estados, enquanto o presidente Michel Temer subiu o tom contra o governo de Nicolás Maduro ao culpá-lo pelo fluxo. Atualmente, centenas de venezuelanos chegam a cada dia ao Estado da Região Norte fugindo da fome, da escassez de medicamentos básicos e da instabilidade política no país vizinho.

Temer atribuiu diretamente a Maduro a responsabilidade pela fuga em massa. “Nós estamos em um embate diplomático com a Venezuela. Estamos a todo momento buscando uma ajuda humanitária”, disse. “Agora, discordamos da forma como as coisas estão caminhando lá. E essa forma como as coisas caminham é que geram os chamados refugiados. Hoje são milhares de venezuelanos que entram lá por Roraima. Portanto, nossa atuação é diplomática, responsável e contestadora do que acontece lá.”

Temer destacou que os ministros da Defesa, da Justiça e do gabinete de Segurança Institucional estiveram em Roraima na quinta-feira (08) para examinar as condições dos venezuelanos. Segundo o presidente, um decreto assinado na semana passada para garantir documentos de identidade provisória para refugiados ajudará o Brasil a ter melhor controle do fluxo e a dar-lhes condições de buscar trabalho adequado.

Na visita a Boa Vista, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou um plano de ação no qual o País dobrará para 200 o contingente de soldados em Roraima a fim de reforçar a fronteira. Também serão enviados funcionários do governo para atender às demandas agravadas com o alto fluxo. O plano começará realocando em março mil venezuelanos em quatro Estados: São Paulo, Paraná, Amazonas e Mato Grosso do Sul. A ideia é estimular o deslocamento deles pelo País.

 

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