Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de fevereiro de 2018
Na primeira ação após o anúncio de que o Rio de Janeiro está sob intervenção federal na área da segurança, a Secretaria de Segurança anunciou na noite desta segunda-feira (19) uma operação nas divisas do Estado e em outras áreas da Região Metropolitana. Além das Forças Armadas, participam da manobra as polícias Civil e Militar, as polícias Rodoviárias Federal e Estadual e a Força Nacional.
Segundo as informações da pasta, a ação está inserida no contexto do decreto presidencial de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) para apoio ao Plano Nacional de Segurança Pública, assinado em 28 de julho do ano passado.
O texto da secretaria explica que “as Forças Armadas estabelecem pontos de bloqueio, controle e fiscalização de vias urbanas nos acessos rodoviários ao Rio, particularmente na BR-101, nas divisas ao norte e ao sul do estado, além de trechos na região de São Gonçalo (comunidades do Salgueiro e Jardim Catarina)”.
Além desses locais, também há militares “na BR-116, nas divisas nordeste e ao sul do Estado, além de trechos da Baixada Fluminense; e na BR-040, nas divisas a oeste do Estado. O patrulhamento também foi estabelecido ao longo do Arco Metropolitano.
Participam das operações três mil militares das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica), com apoio de veículos blindados e aeronaves.
A nota detalha que “algumas vias e acessos nas áreas de operações podem ser interditados e setores do espaço aéreo poderão ser controlados, oportunamente, com restrições dinâmicas para aeronaves civis. Não há interferência nas operações dos aeroportos”.
É também informado que as instituições envolvidas nas operações estão “acompanhando e orientando, em tempo integral, os desdobramentos no Comando Militar do Leste, a partir das 17h desta segunda, e no CICC (Centro Integrado de Comando e Controle), a partir das 5 horas desta terça-feira (20)”.
Subsecretário de Sá responde pela Seseg
A partir do pedido de exoneração do ex-secretário Roberto Sá, está respondendo pela pasta o subsecretário dele, Roberto Alzir. Segundo a Seseg informou, Alzir fica no cargo até que o interventor, general Walter Braga Netto, defina novo nome para a secretaria.
O decreto de intervenção federal na Segurança do Rio começou a valer a partir do momento da publicação, na sexta-feira passada. No dia, o interventor, general do Exército Walter Braga Netto, afirmou que ia entrar em uma “fase de planejamento”.
O texto da intervenção ainda vai passar pela aprovação da Câmara, nesta segunda à noite, e do Senado, nesta terça-feira. O texto precisa da maioria simples dos votos para passar por ambas as casas.
No domingo (18), o Rio teve um dos primeiros testes de segurança depois que foi declarada a intervenção: uma rebelião com reféns no presídio Milton Dias, em Japeri, na Baixada.
O Comando Militar do Leste, comandado por Braga Netto, afirmou que: “a situação foi coordenada entre a Polícia Militar e a Secretaria de Administração Penitenciária”, e que “qualquer medida direta resultante do decreto de intervenção seria inoportuna, haja vista ainda a votação legislativa a ocorrer na segunda ou terça.”
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