Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de fevereiro de 2018
Nem as previsões mais otimistas conseguiram antecipar o que acabou acontecendo nos mercados onde foi aberta a possibilidade de obtenção de visto eletrônico para os turistas entrarem no Brasil. O documento é feito pela internet a partir de qualquer lugar e com tempo de resposta inferior a 72 horas.
No primeiro balanço divulgado após a adoção da medida, levando-se em conta os primeiros 15 dias de fevereiro, comparando-se ao mesmo período do ano passado, o Ministério das Relações Exteriores registrou um aumento de pelo menos 70% nos pedidos de visto nos Estados Unidos.
O relatório também apontado um aumento de 26% nos pedidos feitos no Japão, assim como de 57% na Austrália. O Canadá, no entanto, sofreu um aumento de apenas 4%, devido à falta de ações especiais de divulgação do visto eletrônico, que está planejada para ocorrer nos próximos meses pela Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) .
O presidente do Instituto, Vinicius Lummertz, que está responsável pela promoção do Brasil no exterior, comentou que apesar de sempre acreditar no sucesso da divulgação, ficou surpreendido com a rápida resposta dos mercados emissores.
“Quando estivemos em Nova York para fazer o lançamento para o mercado norte-americano, ouvimos dos líderes daquele país que eles esperavam contar com o dobro de turistas em direção ao Brasil em poucos anos. Mas esse primeiro balanço foi fantástico. Indicam que essa meta pode até ser ultrapassada”, resumiu Lummertz.
Norte-americanos
Os Estados Unidos são o segundo maior país emissor de turistas para o Brasil, ficando atrás somente da Argentina. Mas, enquanto cada argentino deixa US$ 50 por dia no País, os americanos gastam 73 dólares diários, em média. Atualmente, 550 mil norte-americanos visitam anualmente o Brasil. Se essa previsão for concretizada, em três ou quatro anos teremos mais de 1,2 milhão de turistas norte-americanos em visitando o Brasil – a receita anual de US$ 710 milhões saltaria, então, para mais de US$ 1,5 bilhão.
Nos consulados brasileiros onde a iniciativa foi adotada é possível optar pelo método tradicional. Ao saber da possibilidade eletrônica, os turistas preferem esta possibilidade. Na Austrália, onde a iniciativa está implantada desde novembro, 98% são emitidos via internet. Nos EUA, o método foi escolhido por 65% dos turistas, no Canadá, 72% e, no Japão, 33%. O próximo passo para o presidente da Embratur é implantar o serviço para chineses.
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