Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de fevereiro de 2018
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM -RJ), entrará na disputa presidencial deste ano e vai lançar sua pré-candidatura no mês de março, segundo uma fonte de seu partido. Maia será mais um integrante do governo a buscar o Palácio do Planalto em 2019. O Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já admitiu a possibilidade de se candidatar mesmo que o presidente Michel Temer tente a reeleição.
Esta semana, em entrevista a uma rádio, Temer afirmou que não é e nem será candidato à presidência, mas integrantes do governo não descartam a possibilidade. Segundo especialistas, a intervenção federal na área de segurança no Rio de Janeiro poderia ser uma cartada do presidente em busca de popularidade, apoio e votos para a disputa a presidência.
“A pré-candidatura deve ser lançada no dia 8 de março”, disse a fonte da legenda em condição de sigilo. “Está certo isso”, adicionou.
Recentemente, Maia declarou que o partido teria três ou quarto nomes de qualidade para a disputa à presidência e o dele estaria nesta lista.
Observatório Legislativo
Rodrigo Maia lançou oficialmente neste sábado o Observatório Legislativo, um grupo formado por servidores que vai fiscalizar a intervenção federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro. Durante a cerimônia, ele explicou que o objetivo do grupo é coletar e analisar dados referentes à intervenção, realizar estudos, acompanhar indicadores e garantir a transparência das ações e garantiu que a iniciativa não tem cunho eleitoral.
“A gente vive um momento muito difícil para o nosso Estado, para nossas cidades. Intervenção não é uma coisa simples e a nossa intenção nesta primeira reunião e depois, no lançamento do observatório, não é uma reunião partidária, ideológica. Nenhum de nós está preocupado com eleição num momento em que nosso estado vive talvez o momento mais difícil desde a redemocratização”, disse Maia, que negou que o lançamento do grupo tenha cunho eleitoral.
Maia, que na quinta-feira havia afirmado em seu Facebook que além de garantir a transparência do processo de intervenção, o observatório também irá gerar dados para ajudar a entender a origem da violência e da evasão escolar no Rio, voltou a falar sobre a importância de focar na educação.
“A longo prazo, é preciso também entender quais os motivos que geram a violência, qual o impacto da evasão escolar e da falta de perspectiva de futuro na juventude do nosso estado”, escreveu o deputado.
Ele disse ainda que o objetivo do observatório não é se opor ao governo federal, mas fazer a fiscalização do trabalho e, com isso, ajudá-lo.
“Na hora que esse planejamento for apresentado nossa função será fiscalizá-lo. Esperamos que ele seja posto logo em prática. Não podemos ficar nesse limbo, em que existe uma intervenção, mas não uma execução. Temos que tirar o Rio desta situação que, além de grave, é muito constrangedora. A porta de entrada do Brasil para o mundo está sob intervenção.”
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