Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de fevereiro de 2018
Um estudo inédito da Defensoria Pública fluminense e da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, divulgado na sexta-feira (23), revela que a maioria dos acusados por tráfico no Estado do Rio de Janeiro não tem antecedentes nem foi investigada.
A pesquisa indica também que a maior parte dos réus da Lei de Drogas foi presa em flagrante e que mais da metade (53%) dos casos as condenações foram sentenciadas apenas com base no testemunho de policiais.
O perfil dos acusados por tráfico e associação ao tráfico também foi apontado no estudo: réus primários e sem antecedentes criminais, presos em flagrante sozinhos, desarmados e com pouca quantidade de droga, presos durante operações policiais realizadas em locais que supostamente seriam dominados por organizações criminosas.
Segundo o estudo, 91,06% das pessoas acusadas pelos crimes descritos na pesquisa são do sexo masculino e 59,39% estavam sozinhas no momento da prisão. Além disso, 77,36% não tinham antecedentes criminais, e 73,85% eram réus primários.
Em 48,04% dos casos analisados, os acusados foram presos com uma única droga: a cocaína (47,25% das apreensões foram de até 50 gramas) e a maconha (49,72% de apreensões foram de até 100 gramas).
Para chegar ao resultado, foram analisadas 2.591 sentenças proferidas entre agosto de 2014 e janeiro de 2016, envolvendo 3.745 acusados de infringir a Lei 11.343/2006, que instituiu a Política Nacional Antidrogas.
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