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Brasil Presidente do Banco Central diz que o aumento da taxa de importação de aço e alumínio proposta pelos Estados Unidos é prejudicial ao Brasil e ao mundo

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Perguntado se o Brasil já teria alguma ação encaminhada para adotar contra os EUA, o presidente do BC disse que, por enquanto, “o negócio é esperar”.  (Foto: Wilson Dias/ ABr

O presidente do BC (Banco Central), Ilan Goldfajn, disse, na manhã desta segunda-feira (05), que a sobretaxação às importações de aço e alumínio proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que deve ser oficializada esta semana, será prejudicial ao Brasil. “Será prejudicial ao Brasil e a todo o mundo, inclusive ao próprio Estados Unidos”, afirmou em entrevista a uma rádio.

Ilan, contudo, acredita que dependendo da reação dos países exportadores, é possível que a gestão Trump mude de ideia. Segundo ele, os EUA já voltaram atrás em decisões anteriores por conta de retaliações. Perguntado se o Brasil já teria alguma ação encaminhada para adotar contra os Estados Unidos, o presidente do BC disse que, por enquanto, “o negócio é esperar”.

China

A China não quer uma guerra comercial com os Estados Unidos, mas o governo chinês não ficará de braços cruzados e tomará “as medidas necessárias” para defender seus interesses, afirmou no domingo Zhang Yesui, porta-voz do Parlamento chinês.

“A China não quer uma guerra comercial com Estados Unidos, mas, se os EUA aprovarem ações que afetem os interesses chineses, a China não ficará de braços cruzados e tomará as medidas necessárias”, disse Yesui em um briefing antes da sessão anual do Parlamento da China.

Zhang também alertou a Washington que “as políticas baseadas em juízos ou presunções equivocadas danificam as relações e trazem conseqüências que nenhuma parte gostaria de ver”. A declaração ocorre após o presidente americano, Donald Trump, anunciar na quinta-feira (01) que o país vai impor uma tarifa de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio importados para proteger os produtores dos Estados Unidos.

Decisão de Trump

Em reunião com representantes da indústria dos EUA na Casa Branca, Trump prometeu reconstruir os setores de siderurgia e alumínio do país, afirmando que eles têm sofrido competição desleal de outros países há décadas.

O governo Trump afirma que as tarifas vão proteger a indústria norte-americana de aço e alumínio, mas críticos dizem que aumentariam custos para a indústria e não conseguiriam impulsionar a geração de emprego no país.

Os EUA também citam questões de segurança nacional na definição das tarifas, afirmando que o país precisa de oferta doméstica para seus tanques e navios de guerra. O Departamento de Defesa já vinha recomendando tarifas direcionadas para aço e um adiamento nas que envolvem alumínio.

O setor siderúrgico dos EUA perdeu quase três quartos da força de trabalho entre 1962 e 2005, mas um grande estudo da Associação Econômica Americana afirma que a maior parte das demissões ocorreu devido à tecnologia de produção melhorada, com aumento de cinco vezes da produtividade por trabalhador.

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