Sábado, 20 de junho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
13°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Notícias Antialérgicos podem prejudicar a fertilidade do homem

Compartilhe esta notícia:

Podem influir na saúde sexual dos homens por afetar hormônios. (Foto: Reprodução)

Anti-histamínicos são medicamentos bastante comuns para tratar quadros alérgicos com sintomas como conjuntivite, sinusite, urticária e etc. No entanto, um estudo argentino publicado em março na revista científica Reproduction mostrou que essas medicações podem ter um efeito negativo quando usadas por muito tempo.

A pesquisa analisou estudos já feitos em animais e humanos e percebeu que existem evidências de que esses compostos podem afetar a saúde sexual dos homens por afetarem os hormônios produzidos pelos testículos, o que pode levar a alterações na morfologia do esperma e redução de sua motilidade (capacidade de se moverem), além de reduzirem a contagem geral dos espermatozoides, tornando a fertilidade do homem menor.

Mas calma, não é preciso deixar de tomar anti-histamínicos

No entanto, os próprios pesquisadores frisaram que estudos em mais larga escala precisam ser feitos para entender esses efeitos negativos dos anti-histamínicos na saúde sexual dos homens. O estudo, hoje, serve mais como um alerta para a comunidade médica investigar melhor a questão e tomar cuidado com o uso exacerbado destes medicamentos.

Para os pacientes, a recomendação continua a mesma: consultar um médico antes de tomar qualquer medicação e cumprir a prescrição. O problema é que os anti-histamínicos são drogas bastante populares, comercializadas sem a necessidade de receita médica.

“Mais testes de larga escala são necessários para avaliar os possíveis efeitos negativos dos anti-histamínicos na saúde sexual e reprodutiva. Isso pode levar a novos tratamentos para os sintomas da alergia sem comprometer a fertilidade”, disse Carolina Mondillo, uma das cientistas envolvidas no estudo. “Os dados compilados nesta revisão indicam o envolvimento crucial da histamina na orquestração das funções testiculares, mas ainda há muito a aprender sobre os mecanismos implicados.”

“O princípio da precaução aqui deve ser para que homens evitem tomar muitos anti-histamínicos se estão tentando procriar”, comentou Darren Griffin, professor de Genética na Universidade de Kent, no Reino Unido. Já Channa Jayasena, da Imperial College London, considera cedo para ligar o alerta para esse tipo de medicação, mas destaca que os remédios podem realmente estar afetando a fertilidade dos homens. Por isso, mais estudos são necessários.

“A qualidade média do esperma na população está reduzindo ao longo das últimas décadas, então é sempre importante considerar que medicações comuns, cada vez mais utilizadas, podem ser parcialmente responsáveis”, apontou o pesquisador. Como os autores destacam corretamente, ainda é muito cedo para tocar os alarmes sobre esses remédios. Muitos agentes podem estar relacionados com a infertilidade masculina. O truque está em avaliar qual o tamanho do impacto na saúde reprodutiva masculina, que ainda é desconhecido.

A histamina é uma molécula produzida pelo corpo como resposta a certas condições detectadas pelo sistema imunológico como ameaças em potencial. É ela a responsável pelas reações alérgicas moderadas, como febres, erupções cutâneas e obstrução das vias respiratórias. Logo, os anti-histamínicos combatem essas moléculas, aliviando os sintomas alérgicos.

 

 

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Notícias

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Dilma recebe José Eduardo Cardozo no Palácio da Alvorada
Casal que navegava em uma moto aquática escapa do ataque de um tubarão
Pode te interessar