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Brasil O governo prevê que será necessário reforçar as medidas de proteção ao presidente Temer caso ele leve adiante o plano de disputar a reeleição

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Temer também se reuniu com o ministro da Justiça, Torquato Jardim, e a ministra Grace Mendonça, da Advocacia-Geral da União, a quem pediu pareceres sobre o tema. (Foto: Banco de Dados)

O GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República prevê que será necessário reforçar medidas de proteção ao presidente Michel Temer neste ano, principalmente, caso ele leve adiante o plano de disputar a reeleição. O acirramento do debate político, evidenciado pelos tiros disparados contra ônibus da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, elevou a preocupação com a segurança do emedebista.

Autoridades do governo avaliam que se instaurou no País, de maneira inédita, um clima de rivalidade e ódio político, como ficou patente nos confrontos entre militantes petistas e opositores ao longo do trajeto da caravana de Lula. Segundo uma fonte ouvida sob a condição de anonimato, o “humor” da campanha preocupa e não haveria como oferecer “garantia absoluta” de segurança a Temer.

O Planalto ainda não decidiu quais medidas práticas adotará, mas estuda formas de redobrar os cuidados com a exposição de Temer, sobretudo em eventos públicos – sem ferir a legislação eleitoral, para não caracterizar favorecimento ao presidente. Mesmo durante a campanha, cabe aos militares do GSI coordenar a segurança do presidente e familiares. Os demais candidatos, quando solicitam, dispõem de equipes de escolta da PF (Polícia Federal), depois das convenções partidárias.

Ex-presidentes possuem oito servidores, por eles escolhidos, para segurança e apoio pessoal, além de dois veículos custeados pela Presidência. Todos são vinculados à Secretaria-Geral da Presidência, embora parte deles seja treinado pelo GSI.

Normalmente, a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), subordinada ao GSI, faz monitoramento constante de possíveis manifestações que podem ocorrer próximo a compromissos públicos do presidente. É com base em mapeamentos como esse e análise de risco que se planeja o esquema de segurança e pode-se até aconselhar Temer a ir ou não a determinada agenda.

Até agora, os episódios que mais preocuparam o GSI foram relacionados à casa particular do presidente no Alto de Pinheiros, em São Paulo. Em uma ocasião, um homem tentou invadir o local, com familiares e a primeira-dama, Marcela Temer, dentro. Ele danificou o portão com um pedaço de madeira e tentou pular o muro, mas terminou preso.

Pronunciamento

Temer estuda fazer um pronunciamento em rede nacional nesta segunda-feira (02) para se defender mais uma vez das suspeitas de envolvimento em um esquema de corrupção no setor portuário. A ideia é seguir, no rádio e na TV, a mesma linha da nota emitida na sexta-feira (30) pelo Palácio do Planalto, com ênfase no que auxiliares classificam como defesa da honra do presidente.

Em sua fala, o presidente deve destacar “excessos” da operação da PF que prendeu seus amigos mais próximos, na última quinta-feira (29), e reforçar o discurso de que todo brasileiro “tem direito à ampla defesa”. Auxiliares argumentam que Temer não deve falar diretamente de seus amigos e assessores detidos, como o advogado José Yunes e o coronel João Baptista Lima Filho, acusados de serem operados de longa data do presidente.

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