Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de abril de 2018
Dirigentes e militantes de partidos de esquerda e do União Cidadã, liderado pela ex-presidente e senadora argentina Cristina Kirchner, convocaram uma manifestação em frente à embaixada do Brasil em Buenos Aires em repúdio à ordem de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nas redes sociais, ex-ministros dos governos Kirchner, como Carlos Tomada, que esteve à frente da pasta do Trabalho, expressaram sua solidariedade a Lula e defenderam a reação de movimentos políticos e sociais argentinos diante do que está acontecendo no Brasil. Outro que decidiu se manifestar foi o ex-ministro do Planejamento Julio De Vido, preso por corrupção e indiciado recentemente por ter favorecido negócios da Odebrecht na Argentina.
“Companheiro @LulapeloBrasil, um abraço, toda a minha solidariedade e meu acompanhamento”, escreveu De Vido em sua conta no Twitter.
Kirchneristas e sindicalistas locais organizaram um comitê de apoio a Lula, que teve sua primeira reunião numa sede da CTA (Central de Trabalhadores Argentinos), no Centro da capital. Participaram do encontro líderes sindicais e ex-funcionários kirchneristas como Axel Kicillof, ministro da Fazenda de Cristina Kirchner.
O governo Mauricio Macri continua sem se pronunciar sobre a situação de Lula. Fontes de Casa Rosada afirmaram que o presidente respeita as decisões tomadas pelas instituições brasileiras e espera que as próximas eleições presidenciais “tenham um resultado positivo que devolva a estabilidade ao País”.
O caso Lula gerou enorme expectativa em todo o continente, sobretudo em países onde o ex-presidente selou fortes alianças políticas quando estava no poder, como Venezuela, Bolívia, Argentina e Uruguai.
Maradona
Diego Maradona opinou sobre o noticiário do Brasil. Diante do pedido de prisão do ex-presidente Lula, o argentino manifestou apoio ao petista, tratou o presidente Michel Temer como “traidor” e disse que a movimentação política na América Latina é um “joguinho” de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.
“É uma loucura. O povo brasileiro não pode apoiar que uma pessoa honesta como Lula da Silva seja visto como corrupto número 1, enquanto o traidor Michel Temer foi acusado e poupado”, afirmou o ex-jogador ao jornal Clarín, da Argentina.
Não é novidade que o campeão do mundo de 1986 é um dos apoiadores de Lula no cenário internacional. Em janeiro deste ano, Maradona já havia publicado uma foto com a camisa da seleção brasileira, o nome do ex-presidente e o número 18, referência à campanha que Lula fazia para disputar as próximas eleições.
“Agora esse é o joguinho de Donald Trump. Parece que aqui estamos vivendo momentos perigosos. Querem enganar Cuba e Venezuela, a Argentina já foi enganada, Paraguai também… Só faltava o Brasil”, lamentou Diego, que também manifestou apoio ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
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